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Brasília

Galinho de Brasília corre o risco de não sair

Arquivo Geral

26/01/2016 6h30

Jurana Lopes

jurana.lopes@jornaldebrasilia.com.br

A duas semanas do Carnaval, o Galinho de Brasília, um dos blocos tradicionais da capital, corre o risco de não sair neste ano. O maior impedimento é a falta de patrocínio para bancar a folia. Para tentar garantir a realização da festa, os fundadores criaram a campanha Eu quero é botar o Galinho de Brasília na rua. O objetivo é arrecadar dos foliões, pelo menos, R$ 50 mil. A contribuição pode ser feita até o dia 1º por meio da plataforma Vakinha (leia o Saiba Mais). São pedidos valores de R$ 25 a R$ 150. 

De acordo com Romildo de Carvalho, um dos fundadores e conselheiro do Galinho de Brasília, a colaboração é de extrema necessidade para que o bloco, que poderá realizar seu 25º desfile na capital, realmente tenha condições de sair. “Blocos como o Galinho custam caro para sair, pois ele necessita de pelo menos quatro orquestras, passistas, que vêm direto do Recife, quatro carros de som. Por mais que façamos um Carnaval enxuto, precisamos de R$ 260 mil para oferecer uma boa estrutura, como segue a tradição”, explicou.

Segundo o fundador, outro problema que ameaça a ida do Galinho para a rua é a falta de patrocínio. “No ano passado, algumas empresas se juntaram e patrocinaram os blocos. Mas, até agora, não temos nada certo. Estamos entrando em contato e fazendo reuniões para fechar algum patrocínio. Não adianta a gente colocar o Galinho na rua e, depois, passar o ano com dívidas. Não vamos dar um passo maior que a nossa perna”, assegurou.

Romildo alegou que a estrutura oferecida pelo GDF é aquém das necessidades. Para ele, os foliões precisam ser bem tratados, com banheiros químicos, som suficiente para a multidão ouvir e esquema de segurança. O fundador argumentou que o patrocínio da Ambev, que apoia todo o Carnaval de rua do DF, não será suficiente.

Apesar das dificuldades e incertezas, Romildo e os outros fundadores têm a expectativa de arrecadar o valor mínimo, R$ 50 mil, para colocar o bloco na rua. “Queremos muito que os foliões nos ajudem, pois precisamos de contribuições. O Galinho é um dos blocos mais tradicionais de Brasília, não queremos acabar com essa tradição e voltar no tempo  em que o bloco saía somente com carros de som, sem orquestras de frevo e passistas”, afirmou.

Expectativa otimista dos fundadores

Segundo um dos fundadores do Galinho de Brasília, Romildo de Carvalho, o bloco já se tornou uma referência e deu origem a outros. “O frevo é um ritmo que virou realidade no Carnaval brasiliense. Não podemos deixar de levar o Galinho para as ruas do DF. Até porque é uma festa que preza a paz e a diversão da família. Por isso, temos a expectativa de que as pessoas vão se mobilizar com a nossa campanha e vamos para as ruas nos dias 6 e 8 de fevereiro”, concluiu.

Proximidade da festa e falta de dinheiro

Não só o Galinho de Brasília está preocupado com a proximidade do Carnaval e a falta de patrocínios. Jorge Simas, presidente interino da Liga dos Blocos Tradicionais de Brasília, está aflito. A duas semanas da festa, ele explica que somente uma empresa, das seis patrocinadoras do último Carnaval, decidiu fechar o patrocínio com os blocos carnavalescos. 

“Temos dificuldade, principalmente, com a demora em fechar patrocínios. O GDF não atendeu à estrutura solicitada pela Liga dos Blocos em novembro e nos ofereceu algo muito pequeno, o que gera incerteza. Todos os blocos estão com dificuldades por causa disso. Não queremos uma festa sem organização ou segurança”, explicou.

A Secretaria de Cultura alega que o valor gasto com estrutura para a festa é suficiente para atender o público de foliões da capital. Os R$ 780 mil serão gastos com estrutura como banheiros químicos, alambrados, palcos e carros de som, que serão divididos entre os mais de 30 blocos existentes em todo o Distrito Federal. 

A pasta lembrou que o orçamento disponibilizado neste ano é maior que o de 2015. Além disso, assegurou que a estrutura montada pelo GDF é suficiente para dar conforto aos foliões e que tudo está sendo distribuído de acordo com conversas com os blocos.

Saiba mais

No ano passado, o Galinho de Brasília arrastou mais de 100 mil pessoas pelas ruas do DF. Para a festa ser igual ou melhor que a de 2015, o folião pode contribuir com R$ 25, R$ 50, R$ 80 e R$ 150 por meio da plataforma Vaquinha. 

O endereço para doar é www.vakinha.com.br/  galinhodebrasilia2016. Quem quiser doar outros valores pode entrar em contato pelos telefones 8131-9759 e 9985-5703.

Conforme os valores doados, os foliões recebem  camisetas, CDs e adesivos. 

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