O presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), afirmou, nesta segunda-feira (23), que a reunião para tratar do projeto de socorro ao Banco de Brasília (BRB) será apenas com os parlamentares e que o governo não mandará representantes. Projeto não será pautado está semana, garante o emedebista.
De acordo com o chefe do Legislativo, “não há a necessidade” de um representante do governo, uma vez que caberá aos parlamentares a decisão sobre o futuro da proposta, que prevê a alienação de ao menos 12 imóveis do Distrito Federal para que o Palácio do Buriti tenha condições de contrair empréstimos no mercado financeiro.
“Não teremos representantes. Nós já conversamos com o governador Ibaneis [Rocha], hoje, após a cerimônia de sanção do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial). Estarão apenas os deputados e o secretário de Relações Institucionais, como é de praxe”, afirmou Wellington, que disse que no encontro haviam nove distritais.
O presidente da CLDF garantiu ainda que a proposta não será levada ao Plenário está semana, como forma de discutir com mais tranquilidade o assunto.
Sobre a reclamação de alguns colegas de base, Wellington minimizou as reclamações. “Os deputados sempre querem conversar com o governador. Mas acredito que a conversa de hoje foi boa.”
Projeto
A proposta enviada pelo Poder Executivo ainda na sexta-feira prevê a alienação de imóveis de alto valor do Governo do Distrito Federal (GDF) como garantia para a aquisição de empréstimos para o BRB.
O Banco de Brasília necessita, por determinação do Banco Central, de aportes financeiros, após ter prejuízo com a compra de papéis podres do Banco Master. Estima-se que o BRB teve um prejuízo de aproximadamente R$ 12 bilhões na compra desses títulos sem lastro.
Segundo técnicos da Câmara Legislativa, o projeto não é tão simples e envolve terrenos que não estão sob a tutela do GDF no momento. Por isso, os deputados necessitam de mais debate e não apenas de conversas com os técnicos do Palácio do Buriti.