Para quem diz que Brasília não tem Carnaval de rua, sildenafil o bloco Suvaco da Asa é uma demonstração que os foliões da capital não perdem o pique. Há quatro anos, medical músicos pernambucanos se reúnem no Cruzeiro Velho e percorrem as ruas do bairro e do Sudoeste Econômico com muita animação e frevo no pé. Durante a tarde sábado, foi o dia do grito de pré-carnaval que reuniu 700 pessoas sob o comando do Maestro Ivinho.
A concentração do bloco começou às 15h no Quiosque da Codorna, na quadra 10 do Cruzeiro Velho. De lá, o grupo saiu pelas ruas. Todo o trajeto foi acompanhado pela Polícia Militar, que não registrou ocorrências. Das janela dos prédios os moradores acompanhavam a folia.
A mistura de sotaques é uma das características mais marcantes do Suvaco. Os mineiros Clécio de Paula, 34 anos, e Drica Tavares, 33, ouviram comentários sobre a saída do bloco e foram pela primeira vez acompanhar a folia com um grupo de 30 amigos.
“Estou amando a festa. É uma réplica do Carnaval de Olinda”, comparou Clécio, empolgado ao som do frevo. “Os músico são excelentes. Para quem não vai poder curtir o Carnaval, assim como eu, é uma ótima oportunidade”, destacou Drica.
Fantasias
Para pular o Carnaval vale de tudo: orelha de oncinha, gravata borboleta, anteninhas e até cocar de índio. As fantasias também são as mais varidas: presidiário, Zorro e a Mônica das histórias em quadrinhos dividem o mesmo espaço. Bem-humorado, o geólogo Ivan Araújo estava vestido do super-herói Robin. “Na verdade, eu fui o responsável por Batman sair do armário”, brincou o folião, que ainda aproveitou para fazer performances de dança contemporânea.
Os tênis gastos do professor de danças folclóricas pernambucanas Jorge Marino foram colados com fitas adesivas para não perder o molejo. “É uma festa tranquila e alegre que reúne crianças e pessoas de todas as idades que vêm em busca de diversão”, comenta.
Aos cinco anos e vestida de passista de frevo, a recifense Estela Aurora ensaiava sua performance com um guarda-chuva colorido em meio a multidão de foliões. Depois, sobre os ombros do pai, o químico Cláudio Gastão, 30, a menina pode conferir a festa do alto. A menina é filha de pai maranhense e mãe paulista e está sendo criada em Brasília. “É bom para matar a saudade do povo pernambucano”, comentou a mãe da menina, Maíra Brito, 30 anos.
O fotógrafo Lula Lopes, 31 anos, se auto-intitula “original de Recife”. Pernambucano, e um dos fundadores do bloco, ele diz que “a ideia surgiu da vontade de fazermos carnaval em Brasília e trazer um pouco do calor e da alegria de Recife”. Afirma que está tudo ali: frevo, orquestra e trajeto que percorre as ruas.