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Brasília

Fórum debate as relações raciais

Arquivo Geral

09/12/2008 0h00

A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos dá, dosage segundo alguns, viagra novas esperanças às relações raciais. Porém, para o ministro brasileiro de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, a possibilidade de um negro eleger-se presidente no Brasil ainda não existe.

Para ampliar os debates sobre essas duas avaliações e assuntos relacionados, o Jornal de Brasília promove hoje, das 9h às 17h, o Fórum de Igualdade Racial, no Centro Universitário do Distrito Federal, localizado na 704/904 Sul. No local, nove especialistas irão destrinchar a temática racial em três painéis ao longo do dia.

Para começar, a platéia irá contar com palestras do ministro Edson Santos e do secretário de Justiça do DF, Ricardo José Alves. Assim, na ocasião, a visão do governo em âmbito nacional irá aliar-se às políticas locais para a confecção de um panorama completo do assunto. O fórum será mediado pelo editor-chefe do JBr, Jorge Eduardo Antunes.

O painel das 11h terá como tema A Consciência e Superação do Racismo no Distrito Federal. Às 14h15, o debate irá girar em torno do painel Imprensa e Relações Raciais. Após uma pausa para o café, a platéia poderá participar do painel A Cultura Afro-brasileira como Patrimônio Imaterial.

Ao justificar a impossibilidade do Brasil eleger, neste momento, um presidente negro, o ministro Edson Santos alega a falta de representatividade da etnia nas instituições. “Os negros são 49,4% da população brasileira, mas isso não se reflete na representação institucional. No Congresso Nacional, por exemplo, não há nem 10% de deputados negros”, disse Santos em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação.

Outro debatedor no evento, o coordenador-geral da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial no DF, Sionei Ricardo Leão, afirma que fatos como a eleição de Obama dão força a diversos movimentos de igualdade espalhados pelo mundo. “O racismo está presente, e será um longo processo até ele não existir mais. Porém, um grande passo já foi dado: o fato de assumirmos que o racismo existe. Ao lado disso, temos diversas vitórias pontuais relacionadas à igualdade racial, que acabam influenciando o todo. Uma delas é a própria discussão, possibilitada por esse fórum”, destaca.

Além da eleição de Obama, Sionei cita a vitória do piloto Lewis Hamilton, na Fórmula 1, e a promulgação de leis e decretos em favor dos negros, como exemplos desses fatos propulsores do movimento.

Para João Bilola, da Coordenação para Assuntos da Igualdade Racial, subordinada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, a criação do órgão (ocorrida em agosto último) ampliará a execução de políticas públicas para a área. “Estamos mobilizando grupos que são, historicamente, minorias, e estamos focados na inserção do negro no mercado de trabalho e nas questões da saúde da população negra”, enfatiza.

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