Elisa Costa
Na noite desse sábado (27), a força-tarefa do Governo do Distrito Federal (GDF) que fiscaliza a realização dos eventos carnavalescos na cidade, fechou mais uma festa que promovia aglomeração na região entre Águas Claras e Taguatinga. A medida foi instaurada com o intuito de garantir o cumprimento dos protocolos sanitários durante essa época do ano, a fim de evitar o aumento das contaminações por covid.
O evento, que começou às 15h, recebeu a presença das viaturas da polícia somente horas após o início da operação, que começa todos os dias às 18h. Segundo um jovem brasiliense, que participou do evento e não quis se identificar, a Polícia Militar apareceu na festa por volta das 21h30 e solicitou que o público fosse embora. “Ninguém estava usando máscara lá dentro”, explicou o estudante.
A apuração do Jornal de Brasília constatou que o nome do evento foi trocado horas depois do GDF anunciar a atuação da força-tarefa, como uma tentativa de despistar a fiscalização. De acordo com a própria divulgação do evento, foram cobrados ingressos e o local promovia atividades como escalada inflável, touro mecânico, entre outras.
O secretário do DF Legal, Cristiano Mangueira, explicou que os estabelecimentos são fechados por 24 horas e a fiscalização retorna no dia seguinte para conferir se as medidas estão sendo seguidas: “Quando passamos por um local com aglomeração, sem respeitar o protocolo, nós podemos autuar, multar e fechar. […] Se for detectada nova desobediência, o local será interditado por 30 dias”.
A ação fiscal que começou na sexta-feira (5), já desmobilizou festas realizadas no Conic (na Asa Sul), na Asa Norte e no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN). No primeiro dia de operação 148 estabelecimentos foram fiscalizados, 11 foram multados e nove foram interditados. A operação conta com cerca de 600 policiais militares, além de policiais civis e profissionais do Corpo de Bombeiros, Detran, Procon, Vigilância Sanitária, Instituto Brasília Ambiental e DF Legal.