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Brasília

Fofão afirma: <i>estou em busca de uma medalha</i>

Arquivo Geral

03/06/2008 0h00

Capitã da seleção brasileira de vôlei, Fofão prepara-se para disputar em Pequim a última Olimpíada de sua carreira. Apesar de evitar pensar nisto, a experiente atleta já tem bem clara uma meta a ser alcançada na China: subir ao pódio dos Jogos, independente da posição.

“Estamos treinando forte para estarmos 110% em Pequim. Estou em busca de uma medalha. Se for de ouro, vai ser melhor ainda”, comentou a levantadora. “Não estou nem pensando em despedida. O mais importante é ajudar a equipe a conseguir um bom resultado”, emendou.

Convivendo com a equipe há um mês, a psicóloga Sâmia Hallage já traçou o perfil da equipe que está se preparando para disputar os Jogos Olímpicos de Pequim: um grupo guerreiro e totalmente focado para a conquista da medalha.

“A Olimpíada será um momento especial para elas estarem focadas como grupo e como seleção, dentro e fora da quadra. E o treinamento para isso já começou no início do mês passado, aqui em Saquarema”, explicou.

Companheira de Fofão na conquista do título espanhol com o Murcia, a central Walewska também destacou a união do time. “Almoçamos e jantamos juntas todos os dias e cada uma já tem o seu lugar certo na mesa. Geralmente, após as refeições, ainda ficamos conversando sobre vários assuntos. É a hora da fofoca”, brincou a jogadora.

“Estamos treinando e trabalhando para conquistarmos a medalha de ouro. Não ficou nenhuma frustração por não termos conseguido em outros anos. Ficaria frustrada, se eu não tivesse me dedicado ao máximo”, completou Wal. Técnico do time, José Roberto Guimarães está satisfeito com a postura das jogadoras. “Esta iniciativa de estarem sempre juntas foi uma proposta do próprio grupo. Elas têm ali o momento da identificação”, analisou.

Todas as armas – Com o objetivo de que nada venha a interferir em um bom rendimento da equipe em Pequim, nada passa desapercebido pela comissão técnica do Brasil. Nem mesmo um trabalho de controle do fluxo menstrual das jogadoras no período das Olimpíadas.

“Algumas atletas já fizeram isso em outros anos, mas é a primeira vez que isso é feito interagindo diretamente em uma competição”, explicou o técnico da seleção brasileira. Walewska completa. “O que acontece é que muitas mulheres têm alteração de humor antes ou depois da menstruação, além das cólicas. Imagina isso tudo somado ao stress de uma Olimpíada”, destacou.

Nesta terça-feira, a seleção brasileira fez seu penúltimo treino antes da viagem para os Estados Unidos. A meio-de-rede Thaísa participou dos treinamentos, mas com uma imobilização no pé direito, devido a uma entorse no tornozelo.

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