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Brasília

Fiscais reclamam de burocracia na requisição de apoio policial

Arquivo Geral

08/05/2010 7h14

Mariana Laboissiére
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

As grandes operações de fiscalização no Distrito Federal, como a Choque de Ordem, podem ter o ritmo comprometido nos próximos meses em decorrência de mudanças realizadas no processo para requisição de apoio de força policial junto ao Comando da Polícia Militar. De agora para a frente, para que os profissionais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) possam ser acompanhados de um expressivo contingente, será necessário encaminhar a solicitação para a Secretaria de Estado de Ordem Pública e Social (Seops) – órgão ao qual é vinculada. Anteriormente, a comunicação entre a PM e a Agefis era feita de forma direta, sem necessariamente passar pela Secretaria.

 

Um fiscal da Agência, que preferiu não ser identificado, informou à reportagem do Jornal de Brasília que a nova norma pode  atrasar o cronograma de atividades previstas para este ano. Ele acredita que 70% delas estejam comprometidas. “De acordo com o ofício que recebemos da PM, agora temos que solicitar o policiamento com 72 horas de antecedência. O serviço foi burocratizado e isso pode interferir na agilidade do trabalho de fiscalização em todo DF. O pior é que ainda corremos o risco de ter o pedido negado”, afirma. “Nosso trabalho é inexequível sem respaldo policial. Os ambulantes e invasores sabem quando os fiscais trocam de turno, quando não há policiamento. Já estamos marcados”, conclui. Segundo ele, alguns fiscais cruzaram os braços e outros vêm atuando em pontos fixos, no sentido de evitar possíveis agressões.

 

Questionado por telefone sobre a nova resolução, o comandante do policiamento da Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Fonseca, informou que a medida surge com o objetivo de organizar o trâmite. Ele não confirmou, contudo, a existência de um documento que oficialize a decisão. Em consonância, a subchefe de Comunicação Social da Polícia Militar, Hilda Ferreira Silva, afirmou que a corporação desconhece a existência de qualquer ofício nesse sentido. “Não temos nenhum problema com a Agefis e se existe essa questão, ela deveria ser conversada entre ela e a Seops”, justifica.

 

Procurada pelo Jornal de Brasília, a Agefis não se pronunciou oficialmente sobre a questão. Em contrapartida, a Assessoria de Imprensa do órgão informou que iria averiguar o fundamento das denúncias. 
 

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