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Brasília

Filho se emociona com homenagem no Dia dos Pais no Hospital Cidade do Sol

Aposentado de 79 anos celebra a data longe de casa, mas recebe homenagem especial que valoriza pacientes e fortalece vínculos familiares

Redação Jornal de Brasília

11/08/2025 15h28

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

O Dia dos Pais deste ano teve um significado especial para o aposentado José Dias de Souza, de 79 anos. Acostumado a celebrar a data em casa, cercado pelos quatro filhos e netos, ele passou o último domingo internado no Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), onde recebe tratamento para problemas cardíacos.

Mesmo longe do lar, José não ficou sozinho. O filho Maione Souza, 55 anos, permaneceu ao seu lado durante todo o período, transformando a preocupação em uma demonstração de afeto. “Meu pai é uma referência para mim, um homem batalhador, honesto e trabalhador. Com quase 80 anos, ainda ativo, é um exemplo de vida e um grande conselheiro. Ele merece seguir firme, com o coração renovado, para viver muitos anos. O mundo precisa de gente boa como ele”, destacou Maione.

A internação interrompeu a rotina de José, que trabalha no comércio da família, mas não diminuiu sua disposição. Ele recebeu com alegria a homenagem preparada pela equipe do hospital, que reuniu pacientes e acompanhantes para uma tarde de música e acolhimento na sexta-feira (8).

A gerente multiprofissional do HSol, Camila Frois, explicou a importância da iniciativa: “Sabemos que estar internado em datas especiais é difícil. A ideia é tornar esse momento mais leve.” A comemoração incluiu lanche com frutas, bolo e, como lembrança, cada pai presente ganhou uma foto Polaroid preparada com cuidado pela equipe.

A gerente da unidade, Julia Gurgel, ressaltou o impacto desse cuidado: “Aqui temos pais que cuidam e que são cuidados. Em internações prolongadas, gestos como esse aproximam a família e contribuem até para um melhor prognóstico.”

A psicóloga hospitalar Patrícia Ticae Ina reforçou o valor das celebrações durante a internação. “Datas comemorativas podem despertar sentimentos de tristeza e solidão. Essas celebrações ajudam a resgatar a identidade do paciente e lembrá-lo de seu valor além da doença. Isso impacta positivamente o tratamento. O carinho da equipe, especialmente para quem não tem rede de apoio, cria memórias afetivas que fortalecem a saúde emocional.”

Para Maione, acompanhar o pai é também uma forma de gratidão. “Saber que ele está sendo bem-cuidado, não só fisicamente, mas também no lado emocional, é um alívio. Uma pessoa enferma fica vulnerável, e esse carinho faz toda a diferença”, afirmou.

Com informações do IgesDF

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