Laura Quariguazy
cultura@jornaldebrasilia.com.br
A palavra é um instrumento de conquista. A leitura é um instrumento de transformação. O Festival Banca de Poetas materializa essas afirmações durante todo o mês de julho, em diversos pontos do DF, que recebem a biblioteca pública itinerante do evento. União de literatura, poesia, teatro literário e criação artística, a estreia acontece amanhã, na Praça Central da Estrutural, de 8h às 20h, com acesso livre.
Na programação, os grupos Mambembrincantes e Pilombetagem, que fazem apresentações de teatro literário. Recitais de poesia e dramatizações também dão o tom do universo mágico da leitura. As atividades seguem, depois, pelo Gama, Plano Piloto, Varjão, Itapoã e Ceilândia.
Idealizador do projeto, o poeta José Garcia Caianno convida o público para uma troca de experiências: “O visitante pode levar seu livro para compor o nosso acervo, e também levar um dos nossos livros para casa. Queremos receber coisas boas, estamos abertos a incrementações”. Com os livros recebidos, o artista pretende criar novos centros de leitura em outros pontos de Brasília.
Com cenários de materiais recicláveis inspirados no trabalho do artesão brasiliense Mestre Virgílio, a instalação itinerante vai receber diversas performances. “O festival quer dar uma ação concreta de vivência com o artefato que é o livro. O ambiente respira leitura”, explica Caianno.
“A banca é para quem é poeta, a banca é para todo o amor pela poesia. A gente fala sobre violência, critica a atuação do Estado. Mas quem é que luta contra isso? A informação, a leitura. Ler agrega capacidade de mudança nas pessoas. O leitor é ator da sua própria mudança”, completa o idealizador do projeto.
Além da passagem por locais públicos, o festival também vai deixar sua marca em escolas públicas e centros de reintegração de adolescentes, onde pequenas bibliotecas vão ser montadas com o acervo.
Varal de poesia
O Festival Banca de Poetas foi inspirado pelo Varal de Poesia. No ano de 2001, o artista José Caianno organizou a montagem de um varal de cordas, em que poesias eram penduradas, em pleno Setor Comercial Sul. “Tinha de tudo”, lembra, “de Shakespeare a João Cabral de Melo Neto, tudo na base da literatura de cordel”.
“Era poético ver quem passava por lá: estudantes, executivos, mendigos, um ao lado do outro, imersos no mundo da leitura, fixos nos textos da corda”. O projeto rendeu frutos e acabou gerando a Banca de Poetas, como um produto do “varal de literatura integradora”.
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Programação
Banca de Poetas – De amanhã a 29 de julho, em diferentes cidades, sempre de 8h às 20h. Acesso e classificação livre.
Nesta quinta – Estrutural: Área Especial 8, Praça Central (em frente à Administração Regional)
5 de julho – Ceilândia: QNM 13 módulo B Centro Cultural de Ceilândia (ao lado da Biblioteca Pública)
12 de julho – Itapoã: Centro de Ensino Fundamental Dra Zilda Arns – Quadra 378 conjunto N Área Especial 2 Del Lago Itapoã
15 de julho – Varjão: Quadra 7 Área Especial (em frente à Escola Classe Varjão)
19 de julho – Brasília: Feira do Livro Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental)
29 de julho – Gama: Área Especial quadra 5 conjunto A Setor Sul do Gama (ao lado do 9º Batalhão de Polícia Militar)
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