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Brasília

Feirantes reclamam de falta de investimentos no Shopping Popular de Brasília

Arquivo Geral

29/01/2010 0h00

“Estamos abandonados. Me sinto num mundo de ninguém”, desabafa Neuza Maria Cabral, 52 anos. A feirante do Shopping Popular de Brasília, ao lado da Rodoferroviária,  se diz “triste e doente”, depois de investir mais de R$ 100 mil em sua banca ao longo de quase dois anos. “Vendi dois carros. E pago a associação de feirantes desde 1988”, afirma.

“Falta investimento, linhas de crédito para a aquisição de mercadorias, menos burocracia e, sobretudo, uma mudança na forma de administrar a feira”, resume Neuza. A goiana de Niquelândia fazia exposições de produtos nos ministérios e chegava a ganhar R$ 50 mil por ano. Hoje, coleciona histórias de desentendimentos e frustrações desde que recebeu a concessão para o box na ala C do shopping, corredor onde era o único box aberto na manhã de quinta-feira. Neuza, entretanto, reconhece o potencial do espaço. “Temos uma estrutura excelente aqui. Isso aqui é ouro”, afirma.

Caio Donato, presidente da Associação dos Feirantes do Shopping Popular, afirma que a feira possui débitos com a Caesb e a CEB e que os valores precisam ser negociados. Mas apesar disso, Donato confirma que os investimentos na conclusão das obras da feira, sobretudo da praça de alimentação, serão mantidos com intuito de dar fôlego às vendas.

Há três shoppings populares no DF: Gama, Ceilândia e Rodoferroviária.

As notificações não são exclusivas aos donos de boxes no Shopping Popular da Rodoferroviária. Se estendem a todos os shoppings populares do DF.

O Shopping Popular da Rodoferroviária possui uma área de 40 mil metros quadrados e estacionamento para 1.700 veículos.

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