Quatro anos depois de passar por obras de revitalização, a Torre de TV de Brasília passará por outras mudanças. Entidades responsáveis pela feira de artesanato defendem projeto de reestruturação do local, coordenado pela Subsecretaria de Artesanato e Produção Associada.
O modelo de gestão será compartilhado, e a proposta prevê ocupação de 650 boxes por artesãos, artistas plásticos e empreendedores da área de alimentação, de forma regularizada, para vender produtos que expressem a identidade cultural do Distrito Federal e da Região Metropolitana.
Estão previstos acessibilidade e sinalização urbana, área verde urbanizada com paisagismo, espaços para apresentações culturais, brinquedoteca e anfiteatro.
Além da integração da feira da Torre de TV com os setores hoteleiros Norte e Sul, a iniciativa pressupõe um posto da Polícia Militar com sistema de segurança com monitoramento por câmeras e um disque-denúncias.
O espaço contará ainda com centro de informações turísticas com totens, espaço receptivo turístico, divulgação de roteiros, sistema de internet sem fio e banheiros.
Reformulação
A nova estrutura da feira data de 2011, quando as barracas, localizadas abaixo da torre, foram substituídas por boxes construídos ao lado do monumento. Na época, feirantes resistiram à ideia de se mudar. A obra custou cerca de R$ 18 milhões.
A revitalização contou com obras de acessibilidade, construção de uma plataforma que liga a feira antiga ao mirante e uma escadaria. Essa foi a primeira reforma do local desde a inauguração, em 1967. O complexo foi reinaugurado em junho de 2014.
A torre tem 224 metros de altura (terceira estrutura mais alta do País), um mirante a 75 metros do solo e recebe cerca de mil visitantes por dia.