Se a sorte não sorriu a Rafael Nadal e colocou o espanhol, apesar da estréia acessível contra Potito Starace, na chave mais difícil do torneio olímpico de tênis, Roger Federer vive uma situação exatamente oposta. Localizado na parte mais tranqüila do quadro sorteado para as Olimpíadas de Pequim, o suíço acredita que Dmitry Tursunov será um duro adversário na primeira rodada.
Mesmo que tenha um retrospecto amplamente positivo diante de Tursunov, batido nos dois confrontos anteriores, ambos em um piso rápido semelhante ao utilizado na competição chinesa, Federer ressalta o potencial do russo, o número 35 do mundo. Além disso, o suíço sabe que precisará fazer uma boa apresentação para apagar os fracassos nos Masters Series de Toronto e Cincinnati, em que perdeu dois de três jogos disputados.
“Nós nos conhecemos desde os tempos de juvenil, e ele é um bom jogador. É perigoso, bate muito forte na bola e saca bem”, afirmou o ainda líder do ranking de entradas, que continua sonhando com boas apresentações em Pequim e no Aberto dos Estados Unidos para salvar a temporada. “Tenho oportunidades suficientes para encontrar minha antiga força durante as Olimpíadas e o US Open. Espero que meu sonho de conquistar a medalha de ouro se torne realidade”.
Se a estréia promete dificuldades para um tenista que caiu frente ao francês Gilles Simon e ao croata Ivo Karlovic nas semanas anteriores, pelo menos Federer comemora o fato de ter evitado cair na chave de Novak Djokovic. O sérvio está na parte de baixo do quadro e pode encontrar Rafael Nadal nas semifinais.
Já o suíço, confirmando o favoritismo inicial, tem grandes chances de seguir vivo, uma vez que enfrentaria na segunda rodada o sul-coreano Huyng Taik Lee ou o desconhecido Rafael Arevalo, de El Salvador. Na seqüência, a fase de oitavas-de-final novamente pode ser complicada para o primeiro pré-classificado, pronto para um provável reencontro com o gigante Karlovic.