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Brasília

Farmacêutico é preso por vender remédios vencidos, em Samambaia

Arquivo Geral

17/03/2016 16h22

Um farmacêutico foi preso na manhã desta quinta (17), pela Polícia Civil , suspeito de vender medicamentos de tarja vermelha, vencidos, sem data de validade e sem prescrição médica. A prisão ocorreu na Quada 403 de Samambaia Norte, por volta das 10h30.

O delegado-chefe da Delegacia de Combate ao Crime Contra a Propriedade Imaterial (Dcpim), Elder Pedron, relata que o proprietário da farmácia, Carlos José de Oliveira de 48 anos, retirava os remédios da embalagem e os vendia de forma avulsa. “Se o cliente quisesse só um comprimido separado da cartela, ele cortava com uma tesoura e vendia”, conta o delegado.

A farmácia, que foi fechada pela Vigilância Sanitária, funcionava há dois anos. Mas a polícia não sabe precisar há quanto tempo o esquema funcionava. Onze tipos diferentes de anti-inflamatórios e antibióticos foram apreendidos, em cem cartelas. A mulher e sócia do proprietário, que também será indiciada, já possui passagem pela polícia. Ela foi detida em 2011 por vender medicamentos tarja preta sem prescrição médica.

Ainda segundo a polícia, a apreensão dos produtos ocorreu após uma denúncia anônima recebida pelo número 197. O farmacêutico se diz inocente. “Ele fala que não sabia que os remédios estavam lá, junto com os regularizados. Disse que alguém deve ter colocado no meio dos outros”, relatou Pedron.

“Para enganar o consumidor, ele fez alterações que não são permitidas. Se a população adquirir algum produto nesse local e sofrer qualquer tipo de problema, a recomendação é que nos procure”, aconselha o delegado. “A data de validade deve constar na embalagem”, completa.

Os funcionários da empresa não possuem envolvimento no caso. Segundo a polícia, o responsável pelo crime inafiançável de Contra Relações de Consumo é, necessariamente, o dono da farmácia. Se condenado, Carlos José, que não possui antecedentes criminais, pode pegar até cinco anos de prisão. 

Denúncia 

O delegado Elder Pedron, faz um alerta ao consumidor. “Se o cliente comprar algum remédio com data de validade vencida, ou conhecer algum local que faça esse tipo de comercialização, deve denunciar pelo número 197”, informa. “Outra irregularidade é a venda de produtos fora da embalagem ou sem prescrição médica. Isso também deve ser denunciado”, conclui.

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