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Brasília

Famílias são transferidas de invasão do Guará para Samambaia

Arquivo Geral

11/11/2008 0h00

As 97 famílias que viviam há mais de dez anos em uma invasão na região do Grêmio, ampoule na altura da QE 46 do Guará II, começaram a ser realocadas. Cada família recebeu uma nova casa na quadra 833 de Samambaia.  Nesta terça-feira (11), o governador José Roberto Arruda esteve no local e entregou os primeiros termos de concessão de uso dos domicílios de dois cômodos, que contam com energia elétrica e rede de água.

“As pessoas que viviam em condições subumanas poderão morar aqui de forma mais digna e dentro da legalidade”, disse o governador. “Com isso o Guará não terá mais nenhuma invasão”, ressaltou Arruda.

De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab-DF), Edo Antônio de Freitas, as famílias realocadas se encaixam dentro da prioridade dada pelo governo àqueles que vivem sob ameaça de desmoronamento ou em situação precária e, portanto, têm prioridade no Programa Habitacional do GDF. “Algumas pessoas que ainda não apresentaram todos os documentos terão mais 30 dias para regularizar a situação. Essas, por enquanto, estão instaladas em casa de parentes ou recebendo auxilio-aluguel”, explicou Freitas.

Ainda segundo ele, o GDF investiu mais de R$ 500 mil em infra-estrutura em Samambaia, para receber as famílias da invasão do Guará. “Além das casas, as pessoas estão recebendo kits com pia, vaso sanitário e chuveiro para a montagem dos banheiros”.

A diarista Amália da Costa, 35 anos, morava há seis anos na invasão do Guará II. “Eu vivia em um barraco apertado com meus quatro filhos. Agora vou poder morar eu um lugar decente, com tudo direitinho”, comemorou. “A casa nova veio em ótima hora. Com a chegada das chuvas nem sei como seria no barraco de madeira”, acrescentou o servente, Mário da Costa, 37 anos.

No mês que vem, mais de 20 famílias que vivem em condições precárias na região da Boca da Mata, também serão transferidas para a QE 833 de Samambaia.  “As pessoas carentes que vivem em condições subumanas são responsabilidade do Estado. Por isso, estamos fazendo de tudo para acabar com as invasões e oferecer novas moradias”, completou Arruda.


 

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