Pai e irmãos das jovens Liliane, 18 anos, e Juliana Queiroz Lira, 21 anos, que continuam desaparecidas, estão no ancoradouro da QL 15, local de onde partem as equipes de busca do Corpo de Bombeiros. Entre os parentes mobilizados está Rita de Cássia Queiroz Lira, 26, irmã das jovens desaparecidas, que estava no barco na noite do naufrágio e ficou mais de 48 internada em observação no HRAN após o acidente.
“Deixa eu procurar elas. Deixa, gente, deixa, gente!”. Foi com essa frase, caminhando em direção ao Lago Paranoá, que Rita de Cássia Queiroz Lira, 26 anos, chegou ao 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, ontem (24) logo após deixar o Hospital de Base de Brasília. Ela foi liberada ontem do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e encaminhada ao Hospital de Base por volta das 14h para avaliação psicológica. Inicialmente, Rita de Cássia foi levada para o HRAN com quadro de hiportermia e choque.
Segundo a Assessoria de Imprensa do HRAN, quando foi transferida para o Hospital de Base, Rita de Cássia apresentava um quadro hemodinâmico estável, ou seja, fisicamente estava bem. A assessoria informou que o motivo da transferência da paciente foi para que recebesse tratamento psicológico, pois a jovem estava muito alterada e apresentava quadro de depressão.
Desespero
Às 17h30, Rita de Cássia chegou ao 1° Batalhão muito abalada, e, cercada por familiares, não conseguiu permanecer na beira do Lago. Os parentes a carregaram para dentro de uma sala dos bombeiros e tentaram acalmá-la. Eles permaneceram lá por cerca de 40 minutos e foram embora.
Ansiedade
Os parentes das jovens desaparecidas chegaram ao 1° Batalhão às 8h45. Eram eles o tio, Afonso Barbosa Lira, 35 anos, que teria vindo de Minas Gerais, os primos Domingos Santos de Lira, e Altair Barbosa de Lira, 51 anos, agricultor. A intenção também era acompanhar as buscas. Eles relataram a ansiedade que sentem por falta de notícias das jovens e também a vontade em obter mais detalhes sobre o caso. O objetivo dos familiares era conversar com o autor das imagens que mostram as jovens na lancha minutos antes do naufrágio. Queriam conversar sobre o acidente e saber como as meninas estavam antes do ocorrido.
O pai das jovens desaparecidas, Ademir Barbosa de Lira, e outros familiares acompanharam as buscas durante todo o dia em um barco. O pai chegou a sugerir alguns procedimentos, que não foram detalhados, para serem usados na operação, e até chegou a reclamar do serviço realizado inicialmente. “Se tivessem me ouvido já teriam encontrado minhas filhas há muito tempo”, desabafou.