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Brasília

Falta estrutura para tratamento de dependentes químicos no DF

Arquivo Geral

04/09/2012 7h48

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

A Política de Enfrentamento ao Crack e  Outras Drogas  esbarra em um sério problema para recuperar  dependentes químicos: a falta de estrutura das comunidades terapêuticas do Distrito Federal.  No edital lançado pelo GDF para preenchimento de 250 vagas nessas entidades, só  cinco estabelecimentos se apresentaram em condições de oferecer o tratamento para  90 usuários de drogas.

O plano, lançado há um ano pelo governador Agnelo Queiroz, tem verba para arcar com as despesas de pelo menos mais 160 dependentes químicos e encontra  dificuldades para credenciar as instituições. Destas vagas,  60 devem ser preenchidas em breve, quando for concluída a análise da documentação das entidades  dispostas  a oferecer o tratamento.

Segundo  Mário Gil, subsecretário de Políticas Sobre Drogas, um levantamento informal realizado há um ano, quando foi   lançado o edital para a contratação das comunidades, constatou que cerca de 90  trabalhavam na informalidade.  Elas têm interesse em participar desse projeto lançado pelo GDF em parceria com o Governo Federal, mas não oferecem  estrutura para atender as exigências  dos editais.

Mário Gil destaca que a Resolução do Colegiado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) RDC-29  facilitou a vida da comunidades terapêuticas.  A determinação anterior exigia o credenciamento  no Conselho  de Políticas  Sobre Drogas (Conen), além do responsável técnico   ser da área de saúde.  Já a nova norma determina  que  o responsável precisa  ter nível superior e ser registrado em seu conselho de classe, e  que a entidade possua alguém da área de saúde.

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