Como você se sentiria se perdessem seu bicho de estimação? Depois de quatro anos amando e cuidando da cadelinha Sofia, Marcela Mignone Terra, 36 anos, garante que a dor é irremediável. Depois de deixar a filhote na pet shop para tomar banho, no dia 16 de setembro deste ano, a dona nunca mais viu sua cachorrinha. A transportadora da empresa simplesmente deixou Sofia escapar e ninguém sabe explicar como isso aconteceu.
“Eles passaram o dia todo nos enrolando. Aí, quando não tinha mais jeito, por volta das 20h, ligaram dizendo que tinham perdido a Sofia no caminho para a nossa casa. É revoltante isso, porque mostra a irresponsabilidade da pet shop com os cães. E o pior é que eles não estão nos ajudando a procurá-la”, relata a artista plástica. Agora, o sumiço da cadelinha deverá, em parte, ser resolvido na Justiça. Marcela processou os donos da pet shop Lustosa, que fica no setor Lúcia Costa.
“Temos, inclusive, uma testemunha que vai nos ajudar a esclarecer tudo. De acordo com essa pessoa, o motorista da van não estava carregando Sofia corretamente. Ela estava solta no carro, sem coleira. E, quando abriu a porta, tentou segurá-la de um jeito grotesco, aí ela fugiu”, conta. De acordo com Marcela, a cadelinha sumiu no meio de um mato no Lúcio Costa.
Busca incansável
Na esperança de encontrar Sofia, Marcela espalhou cartazes por toda a cidade e apelou para as redes sociais. A cadelinha tem quatro anos e era o xodó da família toda. “O sumiço dela afetou bruscamente nossas vidas, ficamos abalados e inconsolados sem saber ao certo o que houve com a Sofia”, diz ainda Marcela. Procurada, a pet shop não retornou à reportagem do JBr.
Amada por todos
Segundo a família, a cadela Sofia, de 4 anos, nunca tinha saído de casa sem a companhia dos donos. Segundo Neuza (na foto, com o cartaz em mãos), desde que a filhote sumiu, eles têm distribuído folhetos, colado cartazes em toda Brasília e divulgado nas redes socias. De acordo com os donos, a cadela é filhote de outro cão da família, a Amanda, e tinha identificação, é castrada e “muito amada pela família.”
Saiba o que fazer ao perder um bicho de estimação
A primeira medida é ligar para o Centro de Controle de Zoonoses do DF, que recolhe animais errantes, e informar a perda do pet. O telefone é 3341-1900. Reúna então uma equipe de resgate formada por amigos ou familiares e percorra toda a região onde o animal escapou, chamando pelo seu nome. Pergunte para comerciantes, vizinhos e transeuntes se eles não viram o cão ou gato. Mostrar uma foto pode ajudar.
O passo seguinte é criar cartazes. A mensagem deve ser clara e a foto boa, para que as pessoas entendam o recado apenas ao bater os olhos no papel. Use letras grandes e escreva “perdido”ou “procura-se” no topo do cartaz, seguido por uma foto, a descrição do animal e o local em que ele foi visto pela última vez. Algumas pessoas optam também por oferecer uma recompensa, enquanto outros utilizam o clássico “criança doente”. Com as cópias do cartaz em mãos, cole nos postes da vizinhança, deixe nas caixas de correio das casas e prédios e também em locais de grande movimento, como o mercado do bairro. Procurar as clínicas veterinárias e pet shops da região também é fundamental, pois uma boa alma pode ter encontrado o seu melhor amigo e levado para algum destes lugares.
Outra dica, claro, são as redes sociais. Elas acabam proporcionando vários finais felizes para cachorrinhos perdidos e abandonados.
Além disso o site www.cachorroperdido.com.br é outra boa opção. Lá, donos aflitos podem publicar fotos e descrições de seus cães perdidos, e o mesmo acontece para quem encontrou um animal.
Enquanto Marcela sofre com a perda de Sofia e sonha em reencontrá-la, no outro canto da cidade, mais especificamente no Jardim Botânico, dois cachorrinhos foram deixados para trás pela dona. Ao se mudar, ela teria esquecido de levar os bichos de estimação de apenas um ano e meio. Quem os encontrou foi a zootecnista Ana Raquel Gomes, 41 anos, que agora busca novos donos para os pequenos.