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Brasília

Falta de água suspende atividades de creche na Asa Sul

Arquivo Geral

12/04/2016 6h00

Manuela Rolim

manuela.rolim@jornaldebrasilia.com.br

Por falta de água, as crianças do Centro de Educação de Primeira Infância Jacarandá, localizado na 204 Sul, estão com as atividades comprometidas. Desde a última quinta-feira, as aulas foram suspensas e a unidade aconselhou não levar os alunos para a creche, segundo os pais. Ainda assim, a escola recebeu parte dos estudantes, mas não garantiu o período integral, conforme ressaltaram as famílias. Não há previsão concreta de solução.

Na porta do centro de educação, a reclamação foi unânime, ontem. Segundo a auxiliar administrativa Lídia Pereira, 31 anos, as torneiras e as descargas dos banheiros estão sem água. O serviço de limpeza também foi improvisado para garantir que o local não ficasse sujo. 

“Por sorte, a alimentação não foi afetada. Minha filha não teve aula na semana passada e hoje (ontem) me ligaram para eu buscá-la mais cedo. A creche é ótima, mas não posso negar o transtorno”, afirmou. 

Mãe da Gabriela, 4, a auxiliar administrativa lembrou a dificuldade das outras famílias. “Eu tenho sorte de poder levá-la ao meu emprego, mas tem mãe aqui com mais três crianças e que não pode  largar o serviço. Não tem como não atrapalhar a nossa rotina”, completou. 

A mesma opinião tem a tia do Davi, de quase dois anos. De acordo com a doméstica Marlene de Souza Miranda, 42, nos dias em que o funcionamento está normal, o sobrinho chega em casa de banho tomado. “Facilita a nossa vida, é para isso que serve o período integral. Ele também costuma jantar na escola. Esses dias estão sendo mais complicados. Tive que levar o Davi para a casa dos meus patrões”, afirmou. 

O JBr. procurou a direção do Centro de Educação de Primeira Infância Jacarandá, que preferiu não atender a equipe de reportagem.

Famílias se viram como podem

A gerente de vendas Dayse Mendes, 28 anos, mãe das gêmeas Valentina e Sophia, de cinco anos, contou que as filhas chegaram sujas em casa, na última quinta-feira. “Na sexta-feira, o pai das meninas as levou para a creche, mas  teve que voltar para casa com as duas. Fomos informados de que as aulas estavam suspensas”, lamentou. 

Ontem, Dayse decidiu não levá-las à escola quando soube que a unidade receberia os alunos mesmo sem água. “Elas ficaram na casa da minha tia e da minha avó, mas amanhã (hoje) não terei o que fazer. As duas terão que ir para a creche nessa situação, não tenho opção. O pior de tudo é que não temos previsão de solução  nem resposta de nada”, completou.

Questionada pelo Jornal de Brasília, a Secretaria de Educação confirmou o problema. Em nota, a pasta disse que acionou a construtora e que uma inspeção está programada para hoje e, se for o caso, o reparo. Além disso, diferentemente do que os pais contaram, o órgão afirmou que as aulas somente foram suspensas ontem e que devem retornar assim que a questão estiver solucionada. O órgão não deu uma data para isso. 

A secretaria acrescentou que um engenheiro da pasta realizou uma vistoria na parte hidráulica do centro na última sexta-feira. “Foi verificada a necessidade de contatar a construtora responsável para averiguação da saída de água em pouco volume na unidade. A obra possui garantia até fevereiro de 2017, e a questão deverá ser solucionada pela empresa”, concluiu.

Saiba mais

Em agosto do ano passado, a Secretaria de Educação publicou no Diário Oficial a criação de seis centros de Educação de Primeira Infância (CEPIs). Ao todo, 672 crianças seriam beneficiadas com a abertura das unidades e receberiam educação em período integral, dez horas com cinco refeições diárias. 

O documento aprovou a criação de uma unidade na QI 16 do Lago Norte, denominada Gavião; no PIQ 2 do bairro Veredas em Brazlândia, chamada de Sagui; na entrequadra 204/205 Sul, o Jacarandá; na QR 103 de Santa Maria, o Ararauna; o Cepi Cutia, na QS 127 – Área Especial 1 de Samambaia, e o Cepi Mangabeira, na QS 413 – Área Especial 2, também em Samambaia.

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