Depois de ser informado do corte por doping do armador Jaqson Luiz Kojoroski na seleção brasileira masculina de handebol nos Jogos de Pequim-2008, o ex-técnico Alberto Rigolo defendeu o armador. Atualmente no cargo de coordenador de handebol da Metodista, o treinador da equipe nacional em Atenas-2004 garantiu que o atleta nunca causou problemas por uso de substâncias ilegais.
“O Jaqson é um atleta disciplinado, que nunca nos deu preocupações tanto disciplinares como por causa de doping”, afirmou Rigolo, em entrevista à Gazeta Esportiva.Net. “Ele é um jogador que até esconde lesão para jogar, tanto que jogou o Pan de 2007 machucado. Nunca houve problema com ele”, emendou.
O corte do armador foi divulgado nesta segunda pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que não informou a substância encontrada nas amostras coletadas de Jaqson. O atleta da Metodista foi cortado da equipe olímpica e retornou ao Brasil, dando vaga para Alê.
Rigolo, que comandou o handebol masculino do Brasil nas Olimpíadas de Atenas há quatro anos, preferiu não se posicionar quanto ao caso. Ele ainda não conversou com Cássio Marques, técnico da Metodista e chefe da equipe nacional em Pequim.
“A única informação que eu tenho é de que o Jaqson havia pedido dispensas por problemas pessoais, mas não quero comentar o caso sem antes falar com o chefe de equipe”, comentou Rigolo.
“Estou tão surpreso com essa notícia como vocês (jornalistas). Os atletas que foram convocados para as Olimpíadas não ficaram com o clube nas últimas semanas e nem disputaram o Campeonato Paulista. Ficaram todos a serviço da Confederação”, complementou.
O atual coordenador da Metodista, contudo, lembrou do controle de doping feito pela seleção de handebol para os Jogos de 2004. Por conta do fato de atletas terem problemas de pressão alta e usarem medicamentos, os exames dos atletas eram feitos com regularmente.
“Na minha época, os exames eram feitos a cada volta de folga dos atletas. É muito difícil de se ter um controle, já que um simples remédio contra gripe ou para desentupir o nariz pode causar o doping. Na época, ainda tínhamos atletas com pressão alta, então precisávamos apresentar o prontuário médico acompanhado do exame”, concluiu.