Menu
Brasília

Ex-senador boliviano segue em estado grave após aeronave que pilotava ter caído em Luziânia

Arquivo Geral

13/08/2017 10h40

Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) informou que, no início da manhã deste domingo (13), o quadro do paciente Roger Pinto Molina, de 58 anos, continuava instável, em estado greve, com suporte clínico na sala vermelha e sem indicação de cirurgia. O ex-senador boliviano deu entrada na unidade na noite desse sábado (12), após a aeronave de pequeno porte que pilotava ter caído no Aeroclube de Luziânia (GO).

Segundo o hospital, Molina sofreu politraumatismo e traumatismo crânio encefálico. Ele passou por uma drenagem bilateral no tórax, traqueostomia de urgência e está em ventilação mecânica. Também foram feitas tomografias, exames de raio X e laboratoriais.

O acidente

O avião prefixo PU-MON tinha parado no aeroclube de Luziânia para um rápido abastecimento e, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Goiás, caiu logo após a decolagem, na cabeceira da pista. Ainda não há informações sobre o que poderia ter causado a queda. A suspeita é que tenha tido alguma pane. A Força Aérea Brasileira (FAB) investiga o caso.

A carcaça do aeromóvel está no pátio do Aeroclube de Luziânia e já passou por perícia. Pela manhã, o motor foi retirado e levado por uma equipe do Comando da Aeronáutica (Comaer) para análises.

O ex-senador Roger Pinto, que se refugiou na embaixada brasileira em La Paz em 2012 alegando perseguição política do então presidente Evo Morales, era sogro de Miguel Quiroga, piloto do avião que caiu com a delegação da Chapecoense, em novembro de 2016, na Colômbia.

Ele conseguiu asilo no Brasil em 2013, após ser acusado no governo Evo Morales por irregularidades como dano econômico ao Estado, estimados na época em US$ 1,7 milhões, em mais de 20 processos. Sua fuga para o Brasil, transportado de carro pela fronteira boliviana em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, causou dissabores ao governo brasileiro e levou à demissão do então ministro das relações exteriores, Antônio Patriota.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado