O ex-chefe da Casa Civil do Distrito Federal José Geraldo Maciel ficou calado durante depoimento de aproximadamente 40 minutos na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Ele não revelou qualquer informação sobre o suposto esquema de pagamento de propina no governo local e preferiu permanecer em silêncio.
De acordo com a Polícia Federal, nesta fase da investigação, é possível usar o direito de ficar calado. Maciel pode ser chamado novamente para prestar depoimento.
Maciel teria sido encarregado de pagar aproximadamente R$ 400 mil mensais a alguns deputados distritais da base aliada em troca de apoio ao governador José Roberto Arruda (sem partido), conforme inquérito da Operação Caixa de Pandora, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o denunciante, o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, Arruda teria pedido para centralizar em Maciel o esquema de distribuição do dinheiro recebido das empresas prestadoras de serviço do Distrito Federal.
Maciel deixou a superintendência por uma porta lateral, longe do local onde estava a imprensa.
Pela manhã, foi suspenso o depoimento do diretor-presidente da Politec Global IT, Hélio Santos Oliveira, uma das empresas de informática supostamente envolvidas no esquema. Ele pediu o adiamento alegando que seu advogado está fora de Brasília.
Ontem (19), o policial civil aposentado Marcelo Toledo, acusado de ser um dos operadores do esquema, também ficou calado no depoimento ao delegado Alfredo Junqueira, graças a uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). O depoimento de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda, foi adiado sob a alegação de que a defesa não teve tempo suficiente para estudar o inquérito.