Menu
Brasília

Ex-bombeiro vai a julgamento por estupro contra crianças no DF

O caso tramita na Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Criança e o Adolescente, e levanta preocupações sobre a possível existência de mais vítimas

Redação Jornal de Brasília

21/07/2025 12h00

Clarmisar Fernandes de Oliveira, militar aposentado do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), está sendo processado por uma série de crimes envolvendo violência física, psicológica e sexual contra crianças e mulheres.

Segundo a investigação, Clarmisar é acusado de reincidir em crimes graves contra a dignidade de meninas e mulheres, com indícios sólidos de condutas semelhantes praticadas ao longo dos anos. Em 2018, ele foi condenado por estuprar uma criança de apenas cinco anos.

O processo atual apresenta novas evidências que reforçam o histórico de agressões. A acusação anexou documentos que comprovam novos episódios de estupro contra menores, incluindo o caso de outra criança que teria sido agredida repetidamente pelo réu.

Com o avanço das investigações, outras mulheres procuraram a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM I) e relataram episódios de abuso atribuídos a Clarmisar, fortalecendo o argumento da acusação de que o réu pode ter agido de forma sistemática ao longo dos anos.

O Ministério Público já apresentou denúncia formal contra Clarmisar Fernandes de Oliveira, que responde por diversos crimes, incluindo:

  • Estupro de vulnerável (art. 217-A c/c art. 226, II, do Código Penal, na forma do art. 69);
  • Violência psicológica contra a mulher (art. 147-B do Código Penal);
  • Ameaça (art. 147, caput, do Código Penal);
  • Com base nas Leis 14.344/2022 (Lei Henry Borel) e 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Além do histórico criminal, o envolvimento de Clarmisar em atividades filantrópicas — especialmente junto à instituição Casa Caminho do Céu, que acolhe crianças e adolescentes — acendeu um novo alerta. Investigadores temem que o contato constante com menores de idade possa ter facilitado o cometimento de novos crimes ainda não identificados.

Mesmo estando na reserva do CBMDF, Clarmisar está custodiado na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”, apesar de não ter prerrogativa legal para ficar em unidade destinada a militares da ativa.

A divulgação do caso tem como objetivo incentivar outras possíveis vítimas a procurarem as autoridades. Denúncias podem ser registradas na Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia de polícia.

A audiência de instrução e julgamento está agendada nesta segunda-feira (21), às 13h. Novas informações deverão ser divulgadas à medida que o processo judicial avança.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado