Isaac Marra e Manuela Rolim
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Por conta da greve de servidores públicos do GDF, alunos da rede pública estão sem aula e detentos do sistema prisional têm visitas de familiares e advogados suspensas. Assim como outras categorias mobilizadas, professores e agentes de atividades penitenciárias reivindicam o reajuste salarial prometido ainda em 2013.
Ontem pela manhã, cerca de mil docentes participaram de um ato público na Praça do Relógio, em Taguatinga. Pelas contas do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), 75% da categoria aderiu à greve. “No entanto, esse número ainda pode mudar na próxima segunda-feira, tendo em vista que esta é uma semana atípica por causa dos feriados”, afirma o diretor do Sinpro, Cláudio Antunes. A Secretaria de Educação, no entanto, ainda não divulgou dados sobre o funcionamento das escolas.
Presídio
A suspensão de visitas de familiares e de advogados aos apenados do sistema prisional é motivo de preocupação para a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa. Hoje, para apurar a situação no complexo penitenciário, os deputados distritais Ricardo Vale (PT) e Wellington Luiz (PMDB), respectivamente presidente e vice-presidente da comissão, vão visitar as unidades prisionais.
Presidente do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias, Leandro Allan, confirma que as visitas, assim como as escoltas, entre outras ações, estão suspensas desde que a categoria retomou a greve, considerada ilegal pela Justiça. Dessa forma, os detentos ficaram privados de receber familiares, e até das visitas íntimas, desde a quarta- feira da semana passada. Para Wellington Luiz, há risco de rebelião: “O governo não tem noção do tamanho do problema.”