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Brasília

Estudantes deixam de ir à escola para ficar com os amigos e acabam reprovando por faltas

Arquivo Geral

01/08/2010 9h23

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

O abandono escolar entre os estudantes do Ensino Médio da rede pública, no período diurno, praticamente dobrou entre os anos de 2008 e 2009, saltando de 4,9% para 8,2%, como mostra levantamento da Secretaria de Educação. No período noturno, a taxa de abandono entre os alunos do Ensino Médio saltou de 18,34% para 24,08%, no mesmo período.

 

Tudo começa com uma falta na escola. E, num piscar de olhos, o aluno já acumula mais de 30 dias sem ir para a sala de aula. No final, o estudante acaba reprovado por excesso de faltas no ano letivo. Este é o problema do abandono escolar. Uma chaga cada vez mais presente no Ensino Público do Distrito Federal.

 

O problema também é sentido no Ensino Fundamental. No período da manhã, a taxa passou de 1,78% para 2,2%, entre 2008 e 2009. Entre os alunos inscritos à noite, em sua  maioria adultos que buscam a alfabetização, a taxa de abandono avançou de 39,8% para 43,7%.

 

O limite máximo de faltas é 25% ao longo do ano letivo, que tem 200 dias de aulas. Ou seja, quem ultrapassar a marca de 50 faltas está automaticamente reprovado. As razões para o acúmulo desenfreado são muitas. Segundo a coordenadora-geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação, Edna Martins Borges, a razão mais preocupante é o desinteresse dos alunos pelos atuais modelos de aulas. Com conteúdos muito distantes da sua realidade, muitos  preferem colecionar faltas do que se preparar para o futuro.

 

Leia mais na edição deste domingo (1) do Jornal de Brasília.

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