A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal, deflagrou a Operação Gabarito para desarticular uma organização criminosa voltada para fraudes em vestibulares de instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. A corporação também investiga se o delito ocorreu no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
De acordo com a PF, investigações, realizadas com apoio da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), levantaram “fortes indícios” de que quatro estudantes do curso de Medicina estavam envolvidos nas fraudes.
Foram cumpridos em Goiânia (GO) quatro mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Goiás.
Os envolvidos serão indiciados por associação criminosa e fraudes em certames de interesse público, com dano à administração pública.
Da suspeita à conclusão
Em comunicado, a PUC-GO declarou que aplica em seus vestibulares um consolidado sistema de controle e segurança. “Tomamos cuidados especiais para garantir o sigilo na elaboração e impressão das provas, incluindo: equipe especializada de elaboradores qualificados com rotinas de trabalho sigilosas, escolha das questões por sorteio, manutenção do material em cofres, transporte em malotes lacrados e uso exclusivo da gráfica nos dias da impressão dos cadernos de prova e dos cartões de resposta”.
Esse sistema, segundo a PUC, oferece condições de prevenção e detecção precoce de atos ilícitos. Por isso, no vestibular do último dia 7, foi possível identificar, enquanto a prova estava em andamento, “fortes indícios de associação de candidatos para tentativa de fraude”. O exame ocorreu normalmente e, nos dias seguintes, a PUC reuniu provas para a representação junto ao MPF.
Saiba mais
Segundo a PUC-GO, os candidatos que estejam comprovadamente envolvidos com tentativas de fraude serão sumariamente desclassificados do processo seletivo e responderão administrativa e criminalmente.