O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), conselheiro Renato Rainha, e o presidente da Comissão de Educação da Câmara Legislativa do DF, professor Reginaldo Veras, visitaram, na manhã desta sexta (1º), a Escola Classe 415, em Samambaia. No local, eles encontraram diversos problemas na estrutura que comprometem a qualidade do ensino, prejudicam a saúde e a segurança de alunos, professores e servidores.
Durante a inspeção, as autoridades encontraram pilares de sustentação corroídos, piso rachado com placas soltas, desníveis entre os blocos, ferragens expostas e banheiros deteriorados. Além disso, a rede elétrica está comprometida, sem aterramento e com fios soltos, que constantemente dão descargas de energia.
Segundo relatos, nos dias de chuva, a escola inunda e chove dentro das salas de aula. Professores, alunos e servidores também reclamam da falta de ventilação e isolamento acústico. “Aqui o calor é muito forte e, quando chove, nós levamos choque e as paredes ficam parecendo uma cachoeira”, afirmou a professora Aidê Ferraz.
Na visita, Rainha se disse impressionado com o estado da instituição. “Essa situação tem que ser corrigida imediatamente, pois pode colocar em risco a vida de alunos e professores”, ressaltou o presidente do Tribunal de Contas do DF.
O coordenador da Regional de Ensino de Samambaia, Celso Antônio Pereira da Silva, é incisivo e diz que é preciso construir uma nova escola. “Não cabe mais reparos. Essse lugar precisa ser demolido e uma nova escola construída no local”, disse.
Reformas
A escola foi construída para funcionar provisoriamente na década de 1980. Mas, 24 anos depois, a instituição não teve nenhuma reforma estrutural. “As placas de pré-moldado que compõem as paredes das salas de aula estão se descolando. Não há condições mínimas de acessibilidade”, pontuou Rainha.
Em 2011, o centro de ensino foi incendiado e sete salas de aula ficaram completamente destruídas. Após o episódio, foram feitos somente pequenos reparos na parte elétrica e pintura.
Fiscalização
O monitoramento do cumprimento das determinações feitas pelo TCDF será feito ao longo do ano de 2016 e abrangerá todas as Regionais de Ensino. Ao final das visitas, a Corte vai irá produzir um relatório para apontar a qualidade das instalações e verificar se determinações foram cumpridas.
“Nós estamos muito preocupados com as condições das escolas públicas do DF e vamos convocar o secretário de Educação para a correção das irregularidades encontradas”, completou o conselheiro Renato Rainha.

