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Escolas do DF registram melhora no rendimento após proibição de celulares

Após um ano da Lei nº 15.100/2025, estudantes e professores relatam maior foco acadêmico e interações sociais nas unidades escolares do Distrito Federal.

Redação Jornal de Brasília

01/05/2026 15h35

Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, a medida tem se integrado à rotina escolar, trazendo reflexos positivos no ambiente de aprendizagem e nas relações interpessoais.

No Centro Educacional Incra 8, localizado na zona rural e com cerca de mil estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, a adaptação consolidou-se com estratégias pedagógicas que incentivam o engajamento presencial. A diretora Solange da Cunha Pereira destaca que cerca de 80% dos alunos já se adequaram às regras, que proíbem o uso dos aparelhos em todos os espaços da escola, incluindo o intervalo, com os dispositivos guardados nas mochilas.

Estudantes como Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, relatam maior foco nas disciplinas e redução no isolamento digital. “Aumentou meu rendimento na escola, e em casa eu nem uso tanto o celular quanto antes”, afirma ela, enfatizando o valor das interações reais. Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, nota melhorias no raciocínio, ao desenvolver respostas sem recorrer à internet, enquanto Alex Yudi Togashi, de 15 anos, celebra o aumento de amizades e a superação da timidez.

Professores também observam avanços. O docente de matemática Germano Pereira dos Santos Filho percebe mais concentração dos alunos e melhorias na prática educativa em casa, afetando inclusive suas próprias filhas. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, avalia a implementação como positiva, com superação de desafios iniciais e ganhos no foco e na participação estudantil.

A adaptação envolveu diálogo constante para superar resistências iniciais, com criação de espaços para leitura, jogos de tabuleiro e atividades manuais. A fiscalização é gradual, priorizando advertências e, em último caso, recolhimento do aparelho ou suspensões.

Famílias corroboram os benefícios. A mãe de Maria Fernanda, Patrícia de Sousa Rodrigues, nota melhor comportamento e desempenho da filha, com limites semelhantes adotados em casa. Weslla Santana, mãe de Alex, reforça a evolução na socialização do filho, que antes era mais isolado.

Com informações da Agência Brasília

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