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Brasília

Escola Classe 708 Norte recebe projeto-piloto de robótica e autogerenciamento

Iniciativa usa robótica e processos ágeis para estimular autonomia e cooperação entre estudantes da Escola Classe 708 Norte

Redação Jornal de Brasília

15/05/2025 16h26

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Quinze alunos com idades entre 7 e 10 anos da Escola Classe 708 Norte, em Brasília, participaram nesta quinta-feira (15) do projeto-piloto Pequenos Gestores, que combina robótica educacional e inteligência emocional. A iniciativa utiliza a ferramenta Lego Education como meio para desenvolver competências como autogerenciamento, cooperação e senso de responsabilidade entre os estudantes.

Inspirado nos processos ágeis da área de tecnologia, o projeto promove um ambiente prático, lúdico e colaborativo, com atividades que exigem planejamento, testes e ajustes em grupo. Durante as oficinas, os alunos desenvolveram três projetos: a “fila rápida”, que simula uma entrada preferencial em um parque de diversões, além de um carrossel e uma roda-gigante.

Segundo o voluntário Ricardo Barbato, que conduz a iniciativa, o objetivo não é ensinar robótica de forma técnica, mas sim usar o Lego como ferramenta para desenvolver habilidades socioemocionais. “É uma proposta que trabalha foco, atenção, cooperação e responsabilidade. Ao final de cada encontro, os grupos — formados por quatro crianças — entregam um projeto coletivo, geralmente um robô. Todos se revezam entre liderança, montagem e testes, vivenciando diferentes papéis”, explica.

O professor Raphael Henrique, responsável pela turma que recebeu o piloto, destacou que os alunos de hoje já nasceram em meio à tecnologia, mas precisam ser orientados sobre como aplicá-la de forma útil. “Queremos que eles aprendam a usar o celular, o tablet, a fazer boas pesquisas, a utilizar essas ferramentas com propósito”, afirma. Henrique também revelou que a ideia é expandir o projeto, transformando as oficinas em parte da grade curricular da escola. “A intenção é integrá-las ao calendário letivo como um módulo anual interdisciplinar, abordando conteúdos de matemática, ciências, física, química, história e geografia.”

A experiência já gera impacto entre os alunos. Maria Fernanda da Silva, de 9 anos, contou que gostou da ligação entre motores e ondas e da chance de montar robôs simples. “Quero que o projeto vire aula, porque me ajuda com raciocínio lógico e com informática, que é o que quero fazer no futuro”, disse. A colega Ana Maria Moreira, também de 9 anos, destacou a diversão e a chance de compartilhar e criar com os amigos.

Para a diretora da escola, Viviane Moreira, o projeto reforça habilidades fundamentais para a formação dos estudantes. “A robótica trabalha o pensamento crítico, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe. É uma abordagem transversal, integrada aos conteúdos escolares.”

O material utilizado foi cedido pelo voluntário Ricardo Barbato, que também será responsável por levá-lo de volta. Para garantir a continuidade da iniciativa, a escola pretende solicitar à regional de ensino, por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), recursos para aquisição de kits próprios. “A aceitação dos alunos foi muito positiva. Agora queremos estruturar o projeto para que ele alcance mais turmas”, concluiu a diretora.

Com informações da Agência Brasília

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