As equipes brasileiras de concurso completo de equitação e de adestramento já estão em Hong Kong, palco das provas de hipismo nos Jogos Olímpicos.
Os cavaleiros chegaram ontem ao local e já treinaram na manhã desta quarta no Centro Eqüestre Sha Tin.
O chefe da equipe brasileira do CCE, Cel. Cyro Rivaldo Filho se mostrou satisfeito com as instalações do Centro Eqüestre.
“As instalações são excelentes. As baias são muito amplas e ventiladas, mantendo a temperatura por volta dos 21 graus. Como o clima aqui é quente e úmido, tudo é climatizado. O suporte veterinário do Centro Eqüestre é completo”, disse.
Os Jogos de Pequim vão marcar a estréia do Brasil na competição por equipes do adestramento. Até hoje, o país só teve representantes no individual nas edições de Munique e Sydney.
Os brasileiros também garantiram dois feitos importantes. Rogério Clementino será o primeiro negro a disputar a modalidade nos Jogos, enquanto Luiza Almeida, de 16 anos, chegará a Pequim como a atleta mais jovem da história da competição.
Luiza vai superar o também brasileiro Rodrigo Pessoa, que estabeleceu este recorde ao disputar os Jogos de Barcelona, em 1992, com 19 anos.
“Já estou sentindo aquele famoso friozinho na barriga, mas acho que é só a ansiedade por querer chegar logo em Hong Kong. O fato de ser a amazona mais nova dos Jogos Olímpicos só mostra que dedicação e muito trabalho são essenciais”, disse a amazona, que realizou seus treinamentos na cidade alemã de Aachen.
O Brasil é um dos sete países que conseguiram se classificar nas três modalidades do hipismo em Pequim – adestramento, CCE e saltos. O feito só foi realizado por Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Suécia.