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Brasília

Epig recebe R$ 160 milhões em obras para melhorar trânsito no DF

Trechos entregues e novas intervenções avançam com viadutos e passagens para pedestres

Redação Jornal de Brasília

29/07/2025 19h42

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Segundo o morador José Antônio de Souza, 67, a construção do viaduto do Complexo Viário da EPIG facilitou o acesso à Asa Sul | Fotos: Joel Rodrigues

Com investimento de R$ 160 milhões, o Governo do Distrito Federal (GDF) avança na reconstrução da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig). A obra é executada em seis frentes e tem como objetivo transformar a via em um corredor viário moderno, com pistas exclusivas para ônibus, melhorias no tráfego e acessibilidade para pedestres e ciclistas. Trechos já entregues beneficiam milhares de moradores do Cruzeiro, Sudoeste e Asa Sul.

A obra da Epig já entregou o trecho 3, que conecta o Parque da Cidade ao Sudoeste pelo Viaduto Luiz Carlos Botelho Ferreira. Atualmente, o trecho 4 concentra as atenções com a construção de dois novos viadutos e passagens subterrâneas para pedestres e ciclistas, além da finalização do pavimento rígido no sentido Eixo Monumental.

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Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Valter Casimiro, “o novo pavimento no sentido Eixo Monumental está quase todo concluído, e será o próximo a ser liberado. Isso permitirá a transferência do fluxo de veículos e o início das obras na pista oposta”.

Para o administrador regional do Sudoeste, Reginaldo Sardinha, a entrega do viaduto já transformou a rotina local: “O Complexo Viário da Epig era aguardado há mais de 20 anos. A obra trouxe agilidade e conforto para os moradores, especialmente nos horários de pico.”

Moradores também relatam os benefícios. José Antônio de Souza, 67 anos, que vive na região há 25 anos, conta que a obra facilitou o acesso à Asa Sul. Já Ítalo Araújo, 39, destaca a redução no tempo de deslocamento: “Agora dá até para dormir um pouquinho mais. Temos mais opções para entrar no Sudoeste.”

O trecho 4 também marca o início de obras com foco na acessibilidade. Estão sendo construídas duas passagens subterrâneas entre o Parque da Cidade e o Sudoeste, com rampas, escadas, iluminação natural e possibilidade de comércio local, para aumentar a segurança e a fluidez no trajeto de pedestres e ciclistas.

Essas estruturas foram projetadas com base em diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Seduh), respeitando a chamada “escala bucólica” de Brasília. “Passarelas aéreas não são permitidas na área tombada, pois prejudicariam a vista entre os setores. As passagens inferiores são mais adequadas, tanto do ponto de vista urbanístico quanto da acessibilidade”, explicou Bruno Almeida, fiscal da obra.

Cerca de 500 trabalhadores estão envolvidos no empreendimento, direta e indiretamente. De 290 a 350 atuam diariamente no canteiro de obras, enquanto outros 100 a 150 profissionais prestam suporte logístico e técnico.

As intervenções continuam em ritmo acelerado para garantir maior fluidez ao tráfego entre Brasília e Taguatinga e facilitar a vida dos mais de 40 mil moradores diretamente beneficiados na região.

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