Com o retorno dos trabalhos da Câmara Legislativa, o presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), terá que se desdobrar entre crises institucionais, projetos importantes para o Distrito Federal e as eleições.
Em entrevista ao Jornal de Brasília, Wellington Luiz falou sobre as primeiras medidas a serem tomadas com o retorno dos trabalhos da Casa e como está sendo trabalhada a nominata do MDB, partido presidido por ele no DF.
Presidente, a Câmara Legislativa retoma os trabalhos em ano eleitoral, como o senhor pretende conduzir a pauta?
É, obviamente, um ano diferente, já que nós temos aí um ano eleitoral, pela frente, mas são muitos desafios, a Câmara não pode perder de vista suas responsabilidades. Agora nós vamos definir na próxima reunião de líderes os projetos que vamos levar para a pauta. A gente sabe que o tempo é curto, mas não podemos perder de vista o que é a obrigação do parlamentar. Mas na terça-feira (10), a gente vai destacar quais são esses projetos para a gente iniciar o semestre.
O senhor tem algumas bombas para desarmar, o Master, entre outras coisas. Como é que o senhor pretende fazer com essa situação?
Primeiro nós vamos cumprir o rito legal da casa. Então, a gente já tem uma vivência política, tem uma experiência com situações como esta e a gente sabe que há uma cobrança muito forte da sociedade. Então, a Câmara vai dar a resposta que a população espera e precisa num momento certo e com as informações adequadas. O importante agora é a gente trabalhar, analisar a responsabilidade, ter prudência, cautela, mas faremos o que vai ser feito.
Como é que está a construção do MDB para que possa chegar até a eleição?
O MDB é um partido gigantesco. Temos a maior bancada da Câmara Legislativa, temos deputado federal, temos o governador do nosso partido. Então, a responsabilidade é muito grande. Nós vamos estar trabalhando durante todo esse período fazendo nominatas que possam competir, que possam de fato atender os anseios do partido daqueles que acreditam em nós para que a gente consiga chegar nas eleições em condições de eleger os nossos candidatos.