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Engenheira de obra que desabou em Vicente Pires responde por morte em circo

Por Arquivo Geral 23/10/2017 9h53
Foto: Myke Sena

João Paulo Mariano
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Depois de resgatado o corpo do engenheiro Agmar Silva, 55 anos, de uma obra ilegal em Vicente Pires, foram revelados outros problemas no prédio que desabou na última sexta-feira (20). A edificação, embargada e intimada a ser demolida, era feita pela empresa Agmar e Lissandra – Arquitetura e Construção, que sequer tem registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-DF) ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-DF). Assim, mais uma vez, a construção é considerada irregular.

O Crea informou que a única pessoa envolvida com registro profissional é a engenheira Daliane Cardoso, que já responde por um processo no conselho pela queda da estrutura do Circo Khronos, em 23 de março deste ano. No acidente, um jovem de 17 anos que trabalhava no local morreu ao ser atingido por uma das vigas que davam sustentação à lona.

Agora, Daliane será novamente notificada para esclarecer como era seu acompanhamento da obra e se havia meios de evitar a queda. Uma das informações que o Crea-DF estranha no registro de Daliane é que ela tem mais de duas mil Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) – documento assinado pelo engenheiro e registrado pelo Crea por cada obra acompanhada. Para o conselho, é um volume muito grande para uma única pessoa. A mulher pode perder o registro.

Na mesma situação está Lissandra Latorraca, responsável pela parte arquitetônica e urbanística da obra. A construção não apresentava Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). A reportagem tentou entrar em contato com ambas as profissionais, mas não obteve sucesso.

Na esfera criminal, o caso é investigado pela 38ª DP e corre em sigilo. Até o momento, não houve indiciamentos. De acordo com a Divisão de Comunicação da PCDF (Divicom), os responsáveis pela obra serão formalmente ouvidos, além de funcionários e demais testemunhas.

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