Matheus Venzi
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As energias renováveis são tendência para o futuro do planeta. Mas, para que isso seja realidade, é preciso ter mão de obra capacitada. Por isso, 20 mulheres participaram de um workshop nessa semana, onde puderam conhecer profissionais da área da energia solar e até montar um sistema solar fotovoltaico autônomo.
O workshop “O Talento feminino na profissão de instalador de sistema fotovoltaico”, foi promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Taguatinga em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) – agência responsável pela cooperação técnica entre Brasil e Alemanha –, a Federação das Indústrias do DF (Fibra) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O Brasil se comprometeu a atingir a participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030, seguindo os objetivos definidos pela Organização das Nações Unidas.
A coordenadora do Instituto Senai de Tecnologia da Construção Civil Célia Leitão, reconhece que os cursos relacionados à energia elétrica ainda são compostos, em grande parte, por homens. “Apenas 4% das pessoas que completaram os cursos das áreas de energias renováveis do Senai eram mulheres. Devido a isso, resolvemos propor este workshop especial para que o público feminino saiba que também pode e que tem espaço no setor”, comenta.
De acordo com a assessora técnica da GIZ no Brasil, Roberta Knopki, para se ter uma entrada eficiente do setor de energias renováveis em um país é necessário ter uma mão de obra qualificada. “É uma profissão nova e se tem pouco conhecimento sobre ela. Portanto, o mercado está aberto para os mais diferentes profissionais disponíveis”, explica.
A engenheira eletricista Roberta Mendonça foi convidada para dar um depoimento para as participantes. Roberta acredita que o DF é uma região que pode se beneficiar desse tipo de energia. “Aqui faz sol praticamente o ano todo. Isso torna a área favorável para a captação de energia”, declarou.
A engenheira também chama atenção para o fato de que as tecnologias estão ficando mais acessíveis. “Antes era muito caro uma placa solar. Hoje em dia dá pra perceber que os preços estão menores e isso deve melhorar ainda mais”, completa Roberta.
Uma das participantes do evento, a engenheira civil Rosângela Efrem, 62 anos, se interessou pelo evento por sofrer com a energia elétrica fornecida para a área rual. “Eu trabalho com construção civil e tenho que mexer com maquinário. O problema é que a energia para a área rural é de má qualidade. Os painéis solares poderiam me fornecer uma energia melhor”, acredita.
- Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília
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- Foto: Breno Esaki/Jornal de Brasília
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