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Brasília

Enem mobiliza 159 mil no Distrito Federal

Arquivo Geral

23/10/2015 6h15

Jurana Lopes

jurana.lopes@jornaldebrasilia.com.br

A  um dia da aplicação  do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a ansiedade   toma   conta de muitos candidatos que enxergam no teste a oportunidade de conseguir   vaga em  uma universidade pública ou particular. Há instituições de ensino superior   que utilizam a prova como parte do processo seletivo ou substituem completamente o vestibular tradicional pela nota. 

No Distrito Federal, são 159 mil inscritos no Enem, sendo 68,9 mil homens e  93,2 mil mulheres. Quanto à situação escolar dos candidatos,  97,5 mil já terminaram o Ensino Médio em anos anteriores e  32,7 mil o concluirão em 2015, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Há candidatos que prometem se preparar até o último minuto. A estudante Amanda dos Reis,   18 anos,   passou  a semana final indo ao cursinho preparatório. Ela vai fazer o Enem pela terceira vez consecutiva e, dessa vez, acredita que conseguirá alcançar seu objetivo. 

“Quero cursar Arquitetura ou História em uma universidade federal, de preferência na UnB. Das outras vezes que fiz a prova,  não me saí muito bem, mas agora estou mais confiante e me sentindo preparada”, afirma. 

Apesar disso, a jovem não esconde a agonia. “Como sei que vou me sair melhor, estou ansiosa para fazer logo a prova e depois ficarei ansiosa pelo resultado”, revela.

Confiança

Thainá Neves, 18 anos, optou por fazer o cursinho preparatório porque quer muito conquistar uma vaga de Enfermagem ou Nutrição na UnB ou na federal da Bahia. “No ano passado, adoeci na época da prova e não tive um bom rendimento. Então, resolvi me preparar melhor para conquistar uma boa nota. Estou me sentindo bem tranquila, confiante e preparada. Espero que não aconteça nenhum imprevisto para me atrapalhar”, afirma.

Recomendações

1 – Às vésperas do exame, é melhor aproveitar o tempo e se dedicar aos temas da atualidade que podem cair nas provas, como os conflitos do Oriente Médio, a questão dos imigrantes na Europa, a inflação em alta no Brasil.

2 – Organização é palavra-chave. Confirme o local das provas  no site www.inep.gov.br. É aconselhável fazer o trajeto até o local   antes para evitar atrasos.

3 – O ano foi intenso em aprendizado e o preparo já foi feito. Agora, é melhor cuidar do físico, relaxando um pouco, e descansar a mente com um filme, uma visita a uma exposição de arte. Tudo isso ajuda antes do “dia D”.

4 – A alimentação deve ser leve na véspera e no dia da prova. Nada de sair de casa de barriga vazia, mas também não exagere. Frutas e sanduíches leves são recomendados.

5 – O sono é reparador. Portanto, é hora de esquecer baladas, games e redes sociais  ou qualquer atividade que prejudique o descanso.

6 – Chegue cedo ao local da prova. Os portões abrem às 12h e as provas começam às 13h. Estudantes que chegarem após este horário não poderão entrar.  

7 – Separe o material: caneta preta, feita de material transparente, e um documento oficial com foto. Documentos em mau estado ou sem foto não são aceitos. Em caso de roubo ou furto de documento, o candidato deve levar o boletim de ocorrência.

8 – Esqueça a selfie. Tirar fotos, seja da prova, do cartão de respostas ou de si mesmo na sala, acarreta em eliminação. O MEC monitora redes sociais para encontrar candidatos burlem as regras. Além de serem proibidos calculadora, celular, tablet, MP3 ou qualquer aparelho receptor ou emissor de mensagem, os candidatos não podem usar gorros, toucas e relógios.

9 – Atenção aos detalhes para o início. Ao receber o cartão- resposta e a folha de redação, confira seus dados. Identifique o cartão- resposta: marque a cor da capa de sua prova e escreva a frase que se encontra nas instruções. As questões de inglês e espanhol estarão em uma mesma prova. Marque no gabarito apenas as respostas do idioma escolhido na inscrição.

10 – Acredite em você! O nervosismo é natural, mas lembre-se que você se preparou para esta prova da melhor maneira.  

Ansiedade incontrolável

O estudante João Luís Lima, 18 anos, admite que não está se aguentando de tanta ansiedade por conta do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele revela   estar extremamente nervoso e com muita expectativa, pois pretende obter uma nota alta para conseguir   vaga na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS).

“Essa será a primeira vez que farei o Enem e meu objetivo é estudar Medicina, um curso megaconcorrido. Eu acho que vou fazer uma boa prova e me dar bem, me sinto bem preparado”, explica, confiante. Entretanto, por causa da ansiedade, o estudante não está conseguindo dormir   nem se concentrar nas aulas preparatórias para o grande dia.

De volta à maratona

Entre os candidatos que farão a prova, há também quem esteja em busca de uma segunda oportunidade. Pedro Montibello, de 19 anos, fez o Enem em 2013. Na ocasião, tirou uma boa nota e conseguiu bolsa parcial em uma instituição privada para o curso superior de Jogos Digitais. Entretanto, Pedro não gostou da graduação e decidiu mudar. Agora, o candidato pretende conquistar nota suficiente para ingressar no curso de Letras – Tradução em Inglês, da Universidade de Brasília (UnB).

Faixa etária

Entre os inscritos do Distrito Federal neste ano, 82,1 mil   são maiores de 21 anos.   Dos candidatos que farão a prova com o intuito de treinar, com idades abaixo dos 16 anos, há cerca de dez mil.

Em relação à cor, 81,6 mil estudantes se declararam de cor parda e 23,6 mil, preta. Os que se consideram brancos somam 46 mil. Os indígenas ainda são minoria: somente 897 farão as provas.

Professores orientam sobre a reta final

O professor de Biologia Lucas Alves,   25 anos, dá aulas nos cursinhos preparatórios da rede Alub há dois anos e ensina dicas importantes para os candidatos do Enem. “O momento é de revisar. Não adianta tentar aprender conteúdos novos, o que era pra ser aprendido já foi. Essa é a hora de responder provas anteriores, relaxar e descansar um pouco”, explica. O docente  sugere ainda que o estudante assista a um filme ou faça outra atividade tranquila para não pensar somente na prova.

Rafael Massato, 26,   professor de Matemática da rede Alub há mais de cinco anos,   percebe o cansaço dos alunos nos dias que antecedem a prova. Por causa disso, ele evita passar novos conteúdos e busca orientar com macetes para o dia da prova. “Gosto de resolver questões de provas de anos anteriores, pois sempre repetem algumas. Em Matemática, eles gostam de alternar: um ano colocam mais questões de geometria espacial e, no outro, mais itens de álgebra”, destaca. Ele acredita que, neste   ano, a tendência é que caia mais a segunda.

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