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Brasília

Encontro discute aprimoramento do atendimento odontológico a autistas no SUS do DF

O IgesDF promoveu o III Encontro Científico sobre Autismo para qualificar cuidados especializados em saúde bucal na rede pública.

Redação Jornal de Brasília

07/04/2026 21h25

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Foto: Divulgação/IgesDF

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou, nesta terça-feira (7), o III Encontro Científico sobre Autismo, no auditório da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A iniciativa, promovida pelo Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), visou promover a troca de experiências e atualizações técnicas para aprimorar o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública de saúde do DF.

O foco do evento foi incentivar abordagens individualizadas, fortalecendo um cuidado mais acessível, resolutivo e alinhado às necessidades de cada paciente no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o compromisso com o tema envolve aprendizado diário e busca por soluções para oferecer o melhor cuidado possível. Ele destacou sua experiência pessoal com uma neta autista, enfatizando a importância de cada avanço.

Representando o Conselho de Saúde do Distrito Federal (CSDF), o presidente Domingos Brito elogiou a iniciativa, afirmando que o DF é referência nacional no SUS e que o evento demonstra sensibilidade e atualização constante no tema.

No HRSM, o atendimento já é estruturado com ênfase na individualização. O superintendente da unidade, Diego Fernandes, mencionou avanços na odontologia e no pronto-socorro infantil, com ambientes adaptados para esse público. Érika Maurienn, responsável pelo Serviço de Odontologia e pela organização do evento, relatou uma evolução significativa nos últimos 15 anos, superando desafios para oferecer excelência no SUS.

A cirurgiã-dentista e pesquisadora do Centro de Estudos nos Transtornos do Espectro Autista (CETEA) da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Juliana Grossi, defendeu que o encontro sirva como ponto de partida para mudanças concretas na prática e nas políticas públicas, promovendo saúde mais equânime.

No Hospital Regional de Santa Maria, as adaptações incluem luzes suaves, controle de estímulos e planejamento personalizado para reduzir ansiedade, especialmente em crianças. O acesso ao serviço ocorre por encaminhamento via Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde do DF ou em casos de urgência por demanda espontânea. A unidade atende em média até 30 pacientes por mês e planeja expandir o serviço odontológico, conforme Cleber Monteiro.

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