Dos cinco empresários investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito que apura denúncias de corrupção no Distrito Federal (CPI da Codeplan), apenas três responderam as questões enviadas pelos distritais: Nerci Bussamra (Unirepro), Alvadir Oliveira (CTIS) e Antônio Pechis (Adler). Os empresários Gilberto Lucena (LinkNet) e Cristina Bonner (TBA Informática) pediram mais 15 dias para responderem – o que ainda tem que ser deliberado pela CPI.
A primeira a enviar as respostas foi Bussamra, que admitiu ter pagado para a liberação de pagamentos atrasados pela prestação de serviços ao GDF.
Já Antônio Pechis, amparado por habeas corpus, não esclareceu os questionamentos da CPI. Seu advogado argumenta que o empresário prestou as mesmas informações agora solicitadas “em procedimentos judiciais e/ou policiais já instaurados”, e que todos os contratos da Adler com o governo passaram ou estão passando por fiscalização do Tribunal de Contas do DF.
Alvadir Oliveira (CTIS) – também de posse de habeas corpus – defendeu, por meio de seus advogados, “que não tem condições de falar sobre os fatos constantes da investigação”. Entre seus argumentos estão: não conhecer o resultado de perícia que analisa a presença de impressão digital “em suposto envelope que teria sido entregue por alguém ligado à CTIS” ao ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, e não ter sido intimado a fornecer material para tal fim.