Vinícius Borba
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A superpopulação de macrófitas, as plantas aquáticas, na superfície do Lago Paranoá pode estar com os dias contados. Foi inaugurada uma nova embarcação capaz de remover mecanicamente, por dia, até cem toneladas dos aguapés, como são conhecidas estas espécies de plantas. A aquisição vai evitar problemas de contaminação das águas do lago por toxinas liberadas pelo excesso de algas mortas, e mesmo a morte de outras espécies que vivem no espelho d’água, pela falta de oxigênio. A degradação ambiental é uma das principais causas da reprodução acelerada destas plantas no Paranoá.
Na tarde de ontem, foi realizada a primeira demonstração de uso da embarcação, batizada de Papaguapé por um dos funcionários da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O equipamento foi adquirido por meio de licitação pelo valor de R$ 3 milhões. Em um primeiro momento, a máquina deve ficar concentrada nas proximidades da Estação de Tratamentos de Esgotos Brasília Sul, perto da região denominada Península Sul. É especialmente entre a Ponte das Garças (primeira ponte) e a estação que fica uma grande concentração das plantas.
Segundo o superintendente de Operação e Tratamento de Esgotos da Caesb, Carlos Eduardo Pereira, a proliferação naquele local tem sido grande pelo assoreamento, que afeta o braço do Riacho Fundo que alimenta o Lago Paranoá. “Lá, houve este assoreamento, que deu condições para a reprodução excessiva dos aguapés. Eles se espalham pelo resto do lago, acabam acumulando poluição, e quando morrem, deixam todas estas toxinas dentro d’água, além de consumir o oxigênio. Com a nova máquina, poderemos minimizar isso”, explicou.
Presente na ocasião, o governador Agnelo Queiroz comemorou o avanço. “Poderemos colaborar para o bem-estar da população e evitar mais poluição”, disse.