Para evitar que problemas familiares prejudiquem a produção rural, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) planeja implantar um projeto de inclusão da família rural no processo produtivo. Para conhecer um modelo bem sucedido desse tipo de trabalho, técnicos da empresa estiveram esta semana em Quirinópolis (GO).
Existe uma série de dificuldades que o pequeno produtor rural enfrenta para conseguir viabilizar sua produção, como a falta de apoio da família, a saída dos jovens do campo e o alcoolismo. “Problemas na família dificultam o nosso trabalho de assistência técnica no campo, porque o produtor não consegue aplicar as técnicas ensinadas e não tem estrutura para trabalhar a sua propriedade de forma adequada”, afirma Rubstain Ferreira, gerente da unidade local da Emater em São Sebastião.
Segundo ela, situações desse tipo não são uma novidade e por isso a importância de buscar formas de incluir a mulher e as crianças no processo produtivo. “Se todos os integrantes da família se sentem responsáveis pelo processo, há uma cooperação maior e diminui a carga em cima do trabalhador, além de aumentar a renda da família”, explica a gerente.
Esse tipo de trabalho de inclusão da família já vem sendo experimentado, há cerca de seis meses, na unidade local de São Sebastião. Na cidade, foram formados grupos de apoio que procuram orientar as famílias, por exemplo, como as esposas podem ajudar no processo produtivo. O projeto conta com a parceria do Sebrae, Fundação Rural, Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP) e Conselho Tutelar do DF.