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Brasília

Em protesto, policiais civis fecham acesso ao DPE e ato gera confusão

Arquivo Geral

18/08/2017 10h04

Breno Esaki/Jornal de Brasília

Jéssica Antunes
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br

Com mais uma negativa do governo para aumento de salário, policiais civis do Distrito Federal ampliam atos de protesto. Na manhã desta sexta-feira (18), eles fecharam o acesso ao Complexo da Polícia Civil, próximo do Parque da Cidade, para cobrar paridade com a Polícia Federal. A promessa é de greve na próxima semana.

Durante o ato, houve um princípio de confusão. Discussão entre quem queria entrar no complexo e os sindicalistas, que se negam a abrir passagem. A orientação da entidade é deixar o carro do lado de fora: “ninguém entra”, diz. A Fila de carros já chega a cerca de 60 metros.

Ontem, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) se encontrou com representantes do governo, mas não conseguiu resultado na reivindicação por aumento salarial. Sem negociação, a entidade convocou protesto para esta sexta-feira, com direito ao Criminômetro, que contabiliza as ocorrências registradas no ano e já supera 639 mil casos, e o boneco inflável satirizando o governador Rodrigo Rollemberg.

“O governo fechou a porta para a gente, todo o nosso horizonte, a perspectiva de futuro. Diante da maior crise na segurança pública, ele não prioriza a Polícia Civil”, crítica o presidente Rodrigo Franco. Ele afirma que reajustes não acontecem há oito anos. O bloqueio do acesso ao complexo pode prejudicar a inauguração do Núcleo de Audiência de Custódia, marcado para a manhã desta sexta-feira. “É uma resposta à omissão do GDF e da Direção Geral da PCDF”, justificou o presidente da entidade. A fila de carros provoca congestionamento.

Nesta semana, em entrevista ao Jornal de Brasília, o secretário de Segurança Pública Edval Novaes afirmou que a entidade tem uma birra com o GDF causada pela frustração de demandas não atendidas. “Eles tinham, historicamente, paridade (salarial) com a Polícia Federal, que recebeu aumento nos últimos anos. Mas nesse momento o governo não pode cumprir a mesma coisa”, afirmou.

A falta de efetivo também é pauta. Hoje, a corporação atua cerca de 4,5 mil servidores, metade do ideal. Destes, 300 policiais estão desviados de função e atuam fora das delegacias. O GDF se esconde atrás do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal para negar possibilidade de novas contratações.

Uma Assembleia Geral Extraordinária está marcada para terça-feira (22), às 14h, na Praça do Buriti, com indicativo de greve.

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