Ainda longe da forma ideal, o meia brasileiro Ronaldinho Gaúcho tentará readquirir seu ritmo de jogo em Pequim, mas também vai ter uma chance de mostrar que ainda tem alegria no futebol, uma característica que marcou sua carreira.
O primeiro passo da recuperação de seu prestígio dentro de campo foi a transferência para o Milan. A apresentação no estádio San Siro lotado mostrou que ele ainda é um jogador querido, mesmo que tenha sido motivo de chacota ao disputar um amistoso dias antes, onde exibiu uma barriga saliente.
A próxima etapa deste processo será iniciada nesta quinta, às 6h de Brasília, quando os comandados de Dunga vão estrear nos Jogos Olímpicos contra a Bélgica. A competição será uma segunda chance para Ronaldinho em vários sentidos.
Após o fracasso na edição de 2000, em Sydney, este ano Ronaldinho chega a Pequim com o status de jogador consagrado, eleito duas vezes o melhor do mundo, além de ser o mais experiente do grupo.
Com o forte trabalho físico implantado pelo preparador Paulo Paixão, o meia vem lutando para entrar em forma e responder, dentro de campo, às críticas por estar acima do peso.
Ronaldinho também poderá mostrar que sua alegria de jogar está de volta, mostrando que os últimos dois anos de apatia e isolamento no Barcelona foram um acidente de percurso.
O amistoso contra Cingapura, o penúltimo antes da estréia em Pequim, foi um exemplo de que o jogador revelado pelo Grêmio pode estar no caminho certo. O meia participou do primeiro gol dando um toque de calcanhar para Diego, além de ter marcado o segundo – em uma jogada que ele mesmo iniciou.
Ficou claro que sua experiência e criatividade serão fundamentais em uma equipe jovem e com pouco entrosamento, como tem se mostrado o time de Dunga.
Os últimos dias também deram a entender que Ronaldinho precisa desta equipe para chegar a um título importante, recuperar seu sorriso e reconquistar a confiança dos torcedores brasileiros, que ainda têm o fracasso da Copa de 2006 na memória.