Pelo menos dois traficantes são presos por dia em Ceilândia. A informação é da Polícia Militar (PMDF), que, só ontem, apreendeu dois em flagrante na região. Na primeira abordagem, na QNN 7, uma mulher foi encontrada, dentro de sua residência, por volta das 11h40, com uma balança de precisão, R$ 851 em espécie, 500 gramas de maconha e uma nota falsa de R$ 100.
Na segunda abordagem, contou o sargento do 8º Batalhão, José Claudio Bonina, um homem foi preso, também dentro de sua casa, na QNN 10, com aproximadamente cinco quilos de maconha, duas facas e três balanças de precisão. “A Ceilândia é um reduto de traficantes”, constata o policial militar, que trabalha há 28 anos combatendo o tráfico de drogas.
Segundo o sargento Bonina, há dias em que a PM apreende “dois, três traficantes” na região. “Só eu, neste mês, peguei 15 em flagrante”, conta. “Hoje em dia, está desse jeito”, critica, afirmando que trabalha diretamente com a comunidade, o que ajuda no trabalho de captura dos suspeitos.
“Faço policiamento comunitário. Passo meu telefone para as pessoas e peço para entrarem em contato. E a comunidade sempre passa para mim essas denúncias de tráfico, roubo e furto”, afirma o sargento.
Há, na região, pelo menos oito quadras conhecidas pelo comércio de drogas. São elas: 3, 5, 7, 9, 4, 6, 8 e 10. Todas em Ceilândia Norte. “No caso dos traficantes presos ontem, os dois já tinham passagem pela polícia, inclusive familiares deles”, destaca o sargento.
Bonina explica que Ceilândia recebe as drogas de outros locais e é ponto de distribuição para o Distrito Federal e as demais cidades próximas. A solução para o problema, aponta, depende das normas do País. “O jeito seria mudar a lei, que ampara os bandidos. Depois que fizeram a lei do usuário, todos são usuários”, salienta.