Brasília

Em janeiro, 167 casos de dengue

Esse número representa uma queda de 29,2% quando comparado à primeira semana epidemiológica de 2020, mas preocupa autoridades e especialistas

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Mayra Dias
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Em menos de um mês, o ano de 2021 já gera alerta com relação aos registros de casos de dengue. Apenas em janeiro, o boletim epidemiológico da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, órgão vinculado à Secretaria de Saúde (SES-DF), confirmou 167 casos prováveis de dengue na capital. Esse número, apesar de representar uma queda de 29,2% quando comparado à primeira semana epidemiológica de 2020, onde 236 casos foram notificados, preocupa autoridades e especialistas.

“Esse número chama a nossa atenção, temos que nos preocupar”, afirma Adele Vasconcelos, médica intensivista. De acordo com a profissional, o dado é alarmante devido ao fato de que, os casos notificados, mostram apenas os pacientes sintomáticos, o que corresponde a minoria das ocorrências.

“A maioria dos casos são assintomáticos e, dessa forma, muitos casos não são registrados. Os que são diagnosticados são aqueles com sintomas, que é a minoria dos pacientes. Devemos ficar atentos”, explica a médica.

Os números do boletim, que foram reportados entre os dias 3 e 9 de janeiro, conferem a taxa de incidência de 5,47 casos a cada 100 mil habitantes. De acordo com Adele, esse número tende a aumentar ainda mais, visto que, períodos chuvosos e com sol, são os mais propícios à disseminação da doença.

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“Quando falamos em 167 casos, achamos que é um número pequeno mas, o que chama atenção é a relação com o ano e mês anteriores. Começaram a subir os números de casos e a tendência é que, nesse período de calor e chuva, aumente ainda mais”, avalia. Em 2020, a capital apresentou um aumento nos casos prováveis da doença. Ao longo de todo o ano, foram notificados 47.704 casos, resultando em um aumento de 22,9% com relação a 2019, com 44 mortes confirmadas no período.

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Apesar disso, o momento atual, quando comparado com o mesmo período do ano passado, demonstra diminuição no número de óbitos pela doença. Em 2020, neste mesmo mês, uma morte já havia sido contabilizada pela pasta, enquanto, em 2021, apesar de dois casos graves terem sido registrados, ninguém veio a falecer. Para o subsecretário de vigilância à saúde Divino Valero, os números são esperados, mas devem servir de aviso. “Observando os últimos 10 anos, sempre há essa explosão de casos nesse período devido às chuvas. Nessa época, há um grande aumento da população de mosquitos.

Ainda assim, o número serve de alerta para que intensifiquemos nossas ações”, considera.

Conforme revelam os dados da Subsecretaria, a cidade de Ceilândia lidera o ranking das regiões administrativas com as maiores notificações de casos possíveis da doença, com 28 casos. Em seguida, estão Planaltina, com 16 registros, e Sobradinho, com 13. Esta última, inclusive, se destacou com relação ao índice de incidência, onde são 18,27 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. Atrás da região, está a Candangolândia, com taxa de 12,24 casos por 100 mil residentes.

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