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Em discussão, Plano Diretor de Transporte Urbano dá atenção especial a pedestres e ciclistas

Plano Diretor de Transporte Urbano destaca a necessidade de ciclovias conectadas, calçadas acessíveis e infraestrutura para bicicletas em todas as regiões administrativas do Distrito Federal

Redação Jornal de Brasília

11/08/2025 15h38

Foto: Agência Brasília

Foto: Agência Brasília

O Distrito Federal enfrenta o desafio de conectar ciclovias, ampliar estacionamentos para bicicletas, garantir calçadas acessíveis e espaçosas, além de integrar a mobilidade ativa ao transporte público coletivo. Essas demandas emergem do diagnóstico da mobilidade urbana, etapa fundamental para a elaboração do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).

Até 4 de setembro, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) promoverá oficinas temáticas e audiências públicas noturnas (19h às 21h) em todas as 35 regiões administrativas do DF. Os encontros abrirão espaço para participação da população, que debaterá os dados e desafios apontados pelo diagnóstico elaborado com ampla participação popular.

Dados e metodologias inovadoras

O diagnóstico incluiu pesquisas de campo para entender origem e destino das viagens, satisfação dos usuários do transporte público, contagem de tráfego e levantamento das condições da infraestrutura para ciclistas e pedestres. Como inovação, utilizou-se análise de dados reais de deslocamento por meio de informações de telefonia móvel, além das entrevistas tradicionais.

Ciclovias fragmentadas e calçadas deficitárias

A malha cicloviária do DF soma 712 km, concentrados principalmente no Plano Piloto, mas está fragmentada. James Soares, ativista da Rede Urbanidade e Rodas da Paz, destacou na audiência pública de 5 de julho os principais obstáculos para a mobilidade ativa: “As calçadas de Brasília são ruins em todas as cidades, a falta de conexão e manutenção das ciclovias, a alta velocidade nas vias que desfavorece ciclistas e pedestres, o tempo de espera nos semáforos que privilegia carros e a ausência de paraciclos em pontos estratégicos impedem que as pessoas optem pela bicicleta.”

A equipe técnica responsável pelos planos reconhece que esses problemas foram confirmados pelas pesquisas realizadas nas 35 regiões administrativas. Para Fernanda Malon, engenheira do Labtrans, o diagnóstico fornece base para propor soluções concretas.

Propostas para uma mobilidade mais segura e inclusiva

O estudo defende a acessibilidade universal como premissa para superar as barreiras à mobilidade a pé. Apesar do índice de caminhabilidade de 1,07 (numa escala até 3) indicar uma situação razoável, é necessária a reforma de calçadas, com instalação de recursos de acessibilidade, arborização e iluminação adequada, sobretudo próximo a pontos de ônibus e rodoviárias.

Entre as propostas, está a redução de velocidade em diversas vias e a melhoria das travessias, principalmente em regiões mais distantes do Plano Piloto e em locais com alta incidência de acidentes, considerando que 35% das vítimas no trânsito são pedestres.

Quanto ao ciclismo, a meta é promover a conexão das ciclovias e fortalecer a integração com o transporte coletivo, facilitando o acesso a terminais e pontos de ônibus por meio das bicicletas. Para isso, será essencial ampliar a infraestrutura, incluindo estacionamentos para bicicletas em comércios, estações de trabalho e terminais.

“Para que as pessoas usem bicicletas, é preciso garantir infraestrutura adequada, tanto para circulação quanto para estacionamento,” destacou Fernanda Malon, ressaltando que o PDTU buscará soluções para tornar o ciclismo uma opção segura e eficaz para deslocamentos diários e recreativos.

Com informações da Semob-DF

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