
Os roubos a transeuntes, coletivos e residências tiveram um aumento no mês de janeiro em 2016 quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. A informação foi divulgada na tarde desta quinta (4) pela secretária de Segurança Pública e Paz Social, Márcia Alencar, e os dirigentes das Polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros e Detran-DF.
Entre os crimes que tiveram aumento, o roubo a pedestre subiu de 2.860 para 3.061, roubo a transporte coletivo de 211 para 241 e roubo em residência de 52 para 89.
Para a secretária de Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar Araújo, a situação mais grave é de roubos às residências. “É o indicador mais significativo”, completa. Em janeiro e 2015, foram registradas 52 ocorrências de roubo à residência enquanto no mesmo período de 2016, foram 89. De acordo com a secretária, o maior desafio da Segurança Pública tem sido enfrentar, principalmente, o roubo a residência, que apresentou aumento de 71,2%.
Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, trata-se de um crime de oportunidade e migratório. “É um fenômeno que nós estamos estudando por meio da inteligência da polícia e da análise criminal”, disse, ao explicar que o estudo sobre o modo de agir dessas quadrilhas está sendo reforçado neste mês. “No sábado passado, tivemos três roubos a residência, no Lago Norte, em Taguatinga e no Recanto das Emas, e com base nessa reflexão, a polícia já estava próximo e conseguiu prender os assaltantes.”
A Polícia Civil identifica uma migração de outros crimes, como tráfico de drogas, para essa modalidade de roubo em residências. Apesar de não deixarem de focar em casos de homicídio e latrocínio, a corporação diz que está atenta nas investigações de roubos.
Das 39.401 ocorrências de 2016, 63% são criminais e, dessas, 49% de roubos enquanto 36% de furto. Em 2015, roubos a transeuntes registraram 2.860 casos enquanto em 2016, 3.061. Foram 211 roubos a coletivos no ano passado e, em 2016, 241. Já tentativas de latrocínios foram 19 no ano anterior e, agora, 26.
O crime de estupro, em janeiro do ano passado, foi relatado às autoridades em 45 casos e, em 2016, 51.
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