Outro campeonato. É assim que o técnico José Roberto Guimarães define o momento que seleção brasileira feminina de vôlei passa a viver nesta terça-feira. Depois de cinco indiscutíveis vitórias em cinco jogos, a equipe joga as quartas-de-final das Olimpíadas de Pequim contra o Japão, a uma hora da manhã (horário de Brasília).
A partir de agora, a excelente campanha da seleção verde-amarela só vale para dar moral às jogadoras: uma derrota significa a passagem de volta para casa sem o tão sonhado ouro olímpico, que escapa das mãos do Brasil desde Atlanta-1996.
Considerada a seleção mais fraca das oito que sobraram no torneio olímpico, o Japão a princípio não assusta, mas o técnico José Roberto Guimarães ressalta que as orientais vivem boa fase. “O Japão tem surpreendido. É a primeira vez que vejo o time japonês com menos combinações de jogada e mais velocidade”, afirmou o treinador.
Apesar do discurso, a campanha do Japão nos Jogos Olímpicos tem sido fraca, com duas vitórias em cinco jogos. Até agora, os únicos resultados positivos da seleção oriental vieram contra Polônia e Venezuela, duas equipes já eliminadas da disputa. Contra Cuba e China, duas das equipes favoritas ao ouro, elas apanharam por 3 sets a 0.
Desta forma, a maior preocupação de Zé Roberto é com suas próprias jogadoras. “Quartas é sempre um confronto difícil porque quem perder está fora. Os jogos ficam nervosos e complicados por cauda da pressão”, lembra o técnico. Porém, uma das líderes da equipe nacional, a central Walewska garante que o Brasil está muito bem preparado para o mata- mata.
“Todas as partidas serão fortes e todo mundo vai jogar tudo de uma vez. Creio que estamos preparadas e, se fizermos o nosso jogo, podemos vencer qualquer um”, destacou a atleta, que pretende, ao menos temporariamente, deixar a seleção brasileira após os Jogos. Sua companheira de posição, Fabiana, concorda. “Temos que manter a concentração. O campeonato começa agora”, definiu.
Se passar para a semifinal, o Brasil terá uma pedreira pela frente: o vecedor do confronto enter China, dona da casa e atual campeã olímpica, e Rússia, atual campeã mundial e algoz das brasileiras no último Mundial e em Atenas-2004.