
Servidores de todas as categorias da Saúde em greve se reúnem, na manhã desta quarta-feira (27), em assembleia unificada para definir os próximos passos do movimento grevista que já dura 22 dias. Eles aguardam uma proposta do governo para que seja votada ainda nesta quarta (28).
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Mais de dois mil enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem se reuniram no auditório da Legião da Boa Vontade, na Asa Sul. Eles prometeram radicalizar caso o Governo de Brasília não apresente proposta concreta. A presidente do Sindicato de Saúde, Marli Rodrigues, está no Palácio do Buriti negociando uma proposta que contemple os servidores da saúde.
“O governador fala, mas não escreve nada. Estamos sentindo o clima da categoria, mas aparentemente a saída será radicalizar e fechar unidades menores” disse, ao JBr, o presidente do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF (Sindate), João Cardoso.
Os servidores da saúde permanecerão em greve pelo menos até quinta (29), quando devem votar nova proposta encaminhada pelo Governo de Brasília, que mantém o calendário de pagamento para outubro de 2016 sem retroativo.
Além disso, o GDF diz não abrir mão das multas aplicadas, que ultrapassam os R$ 3 milhões e que quer criar grupos de trabalho para discutir reestruturação de carreiras.
Apesar de nova votação, líderes sindicais afastam a possibilidade de acatar os encaminhamentos. “Não atende a categoria”, diz João Cardoso, presidente do Sindate.
Todavia, para Marli Rodrigues, titular do Sindsaúde, o novo posicionamento do governo representa um avanço por admitir existência de leis que amparam os servidores em greve.