Em assembléia realizada nesta quinta-feira, clinic dia 20, os policiais civis do Distrito Federal desistiram de fazer greve e resolveram aceitar a negociação do governo federal. Mas a proposta não prevê um reajuste linear (igualitário), como os policiais queriam, mas escalonado, com correções diferenciadas de acordo com cada função, nos mesmos termos do reajuste concedido à Polícia Federal.
Mas o ponto mais polêmico da reunião foi a discussão a respeito da incostitucionalidade dos concursos internos realizados na Polícia Civil, em que alguns escrivãos e agentes foram promovidos indevidamente ao cargo de delegado. De acordo com o Ministério Público, os beneficiados devem retornar aos cargos de origem. Durante a assembléia houve muita confusão e nada ficou definido.
O idealizador do Partido Nacional de Polícia e chefe de Investigação da Delegacia de Repressão a Furtos de Veículos (DRFV), da Polícia Civil, Tacílio Melo Barros, diz que é inaceitável tais favorecimentos e que é contra qualquer conduta que desrepeite a lei.
Mas o presidente do Sindicato dos Policiais do DF (Sinpol), Wellington Luiz de Souza, afirma desconhecer essa situação. E diz que o que aconteceu foi que agentes teriam participado do concurso para delegado, aberto a toda sociedade, e que conseguiu na justiça o direito de ser classificado, já que atingiu a nota mínima necessária.