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Brasília

Ela começou a contragosto

Arquivo Geral

13/07/2007 0h00

Rebeca Gusmão deu suas primeiras braçadas aos 6 anos. Porém, caía na piscina “obrigada”: não gostava de acordar cedo e sentia muito frio. Mas como tinha asma e bronquite, seus pais, Maria Inês Braga Gusmão e Ajalmar Lakiss, queriam ver a filha longe dos males devido às crises.

Foi ao ver Fernando Scherer (Xuxa) ganhar a medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, que Rebeca decidiu realmente seguir a carreira na água. “A prova tocou lá na alma, e para você ter sucesso tem que sentir na alma a sensação”, lembra Rebeca.

E ela não parou mais. Colocou em seu currículo os Jogos Mundiais da Juventude, o Troféu Brasil, o Campeonato Sul-Americano, o Pan-Americano, e as Olimpíadas de Sydney-2002, onde foi semifinalista nos 50m livre. No Pan, Rebeca irá nadar as provas de 50m livre, 100m livre, 4x100m livre e 4x200m livre. “Quero fazer minhas melhores marcas, brigar por medalha e abaixar meu tempo!”, projeta. “Treinei muito para isso. Faço psicanálise para controlar a mente e o corpo; uma sessão por semana. Estou tranqüila. O que tinha de ser feito, já foi. Agora, é só esperar. Estamos nadando em casa, e isso vai refletir no resultado de todo mundo”, completa.

Ela vai às sessões de psicanálise uma vsez por semana. “Todo atleta podia fazer como um treinamento, ainda mais numa competição como o Pan-Americano. Acho importante por causa do nosso mundo, nós sofremos bastantes pressões de todos os lados: técnico, patrocinadores, família, torcida e dirigentes”, comenta a nadadora.

Rebeca diz que não se preocupa com os adversários, e sim com ela mesma. Nos dias das competições, faz com que sua vida seja normal. Treinar, alimentar-se, dormir e ver muito filme de ação –  o último foi Piratas do Caribe 3. “Na prova me preocupo com todos os treinos que eu fiz e penso coisas positivas. Depois é tudo no automático, se fizer bem feito, vai sair  um bom resultado”, explica.

No Rio de Janeiro, Rebeca busca o primeiro ouro em um Pan. Com apoio dos  Patrocinadores, comprou três maiôs estilo “tubarão” no valor de R$2 mil, cada.  “Tudo que eu compro é para o meu investimento. Só compro roupa no inverno e no verão. Depois, faço doação das roupas para a paróquia  Nª Senhora das Graças”, diz Rebeca, que tem como amuleto de sorte nas competições sua touca das Meninas Super Poderosas.





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