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Brasília

Educação Integral é melhor opção para o futuro do Brasil, diz secretário

Arquivo Geral

07/02/2010 7h17

Para o secretário de Educação Integral do DF, Afonso Brito, essa forma de ensino é a melhor opção para o futuro no Brasil e em outros países. “Só que Brasília teve o privilégio de sair praticamente na frente”, elogia. No cargo há apenas um mês, ele defende que todos os recursos gastos nesse sistema devem ser interpretados como investimento, uma prioridade para o GDF.  Leia trechos destas entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília.

 

Antes de se tornar secretário em que o senhor estava atuando?

 

Quando governador me chamou para trabalhar em Brasília a idéia era trazer uma proposta pedagógica que nos havíamos implementado numa escola em Itajubá, escola onde ele lecionou matemática, a 18 de Março. Inicialmente, a intenção era implementar escolas modelos nas três regiões mais carentes do DF, no Varjão, na Estrutural e em Itapoá. Mas como tínhamos que construir os prédios, fiquei um tempo como assessor na secretaria. Depois passei a exercer o papel de ouvidor.

 

O senhor pode falar um pouco dessa proposta de escola modelo?

 

Elas têm muitas similitudes com a educação integral, a diferença é que elas têm propostas pedagógicas que são usadas em todas. Em resumo, as escolas modelo tinham uma grade de disciplinas transversais e alternativas que eram observadas por todas as unidades.

 

Nas escolas de ensino integral em comparação com as modelo os coordenadores são mais autônomos para definir o currículo das oficinas?


 
Exatamente. Cada escola define as suas atividades. Agora a nossa intenção é juntar as duas propostas, pegar o que há de melhor em cada uma e juntar. A biologia explica que  todo o híbrido é melhor que as espécies originais. Estou usando essa imagem para ressaltar que vamos pegar os pontos positivos da escola integral e os da escola modelo e juntar.

 

O que se faz hoje no DF com a educação integral tem paralelo com algum outro estado?

 

Em Minas Gerais existe. São Paulo está entrando, aconteceu que este é o futuro da educação no Brasil. Só que Brasília teve o privilégio de sair praticamente na frente. Agora tem outro aspecto que queria ressaltar. Essa idéia já vinha sendo cultuada por Anízio Teixeira, Paulo Freire, Darcy Ribeiro. Tanto que os “brisolões” no Rio de Janeiro foram as primeiras escolas de educação integral no Brasil. Pena que eles tenham sido abandonados. Foi imperdoável o que fizeram no Rio de Janeiro.

 

A seu ver, no DF há algum risco de que isso também aconteça, ou seja, a futura gestão pode também abandonar o ensino integral?

 

Nós temos que lutar no DF para que uma lei venha consolidar esse projeto. Nós vamos lutar por isso, justamente para evitar essa possibilidade de descontinuidade administrativa.

 

Todos os recursos empregados no sistema são do Distrito Federal?

 

Para as merendas, que na verdade são dois lanches diários, e para  o almoço contamos com um aporte recursos do MEC (Ministério da Educação) que é repassado às escolas pela nossa Secretaria de Educação. Trabalhamos com sessenta mil alunos no ano passado, consequentemente, foram 60 mil refeições por dia mais os lanches. Dá para se ter uma idéia de quanto isso representa. Mas não devemos nos preocupar, porque investimento em educação deveria ser a maior prioridade, não só para o GDF. Agora gostaria de salientar que esse programa tem uma amplitude que nós não encontramos no País. È o maior de educação integral em todo o Brasil.

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