Ary Filgueira, com agências
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A qualidade da educação no Distrito Federal apresentou avanço, revelado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo os dados do Ministério da Educação, houve melhorias do início do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, mas parte dos resultados ficou abaixo da meta estipulada pelo governo.
O indicador leva em consideração o rendimento escolar – taxas de aprovação, reprovação e abandono – e médias de desempenho na Prova Brasil, em uma escala de 0 a 10. O DF superou a meta apenas nos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano), obtendo nota 5,9. Já nos anos seguintes a capital integrou a maioria das unidades da Federação que não conseguiu alcançar o objetivo. No DF, a nota permanece a mesma desde 2009: 4,4, enquanto a meta era de 4,7.
O mesmo ocorreu no Ensino Médio. Por outro lado, embora não tenha atingido a meta na rede estadual – conforme a divisão do MEC –, o DF registrou nota 3,3 e subiu quatro posições no ranking, ocupando a 12ª posição, ao lado do Ceará e do Acre. A média geral foi de 4, e a meta, 4,1.
Para o professor Vinícius Sales, 24 anos, de Sobradinho, a educação em escolas públicas do DF apresenta disparidades. “Há muita diferença das escolas públicas do Plano e das outras cidades. Os melhores professores estão em Brasília”, compara.
O presidente da Associação de Pais e Alunos (Aspa), Luís Cláudio Megiorin, acredita que o processo de recuperação e o avanço da educação no País e no DF devem demorar, pelo menos, mais dez anos. E citou um indicativo que vai diagnosticar a melhora: “Quando a classe média colocar os filhos na escola pública será o sinal de que o ensino está reagindo bem”.
Brasil
De acordo com o levantamento nacional apresentado pelo MEC, nos anos finais do Ensino Fundamental público (6º ao 9º anos), a meta no Ideb era 4,1, mas o País ficou com 4. Já nos anos iniciais do Fundamental (1º ao 5º), a nota melhorou (4,7 para 4,9) e a meta foi atingida.
Na avaliação do ministro Henrique Paim (Educação), “preocupa” o fato de o País não ter atingido a meta estabelecida para os anos finais do Ensino Fundamental. “Temos que analisar quais são os elementos que precisam ser trabalhados para a gente ter um melhor desempenho”. O ministro também se manifestou sobre os resultados para o Ensino Médio: “É uma unanimidade que precisamos revê-lo”.
Estudantes avaliam ensino
Um grupo de estudantes do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na 908 Sul, faz uma avaliação do ensino público com propriedade: “No geral, está bom. Mas falta estrutura e professor constantemente”, comenta o aluno do 3º ano Mateus Murilo, 16 anos, morador do Paranoá. A opinião é compartilhada pelos colegas. A reportagem do JBr. procurou a Secretaria de Educação para repercutir o avanço dos índices, mas até o fechamento desta edição a pasta não havia respondido a demanda.