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Brasília

Educação: índices da capital avançam

Arquivo Geral

06/09/2014 8h40

Ary Filgueira, com agências

ary.filgueira@jornaldebrasilia.com.br

A qualidade da educação no Distrito Federal apresentou  avanço, revelado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo os dados do Ministério da Educação, houve melhorias do início do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, mas  parte dos resultados ficou abaixo da meta estipulada pelo governo.

O indicador leva em consideração o rendimento escolar  – taxas de aprovação, reprovação e abandono – e médias de desempenho na Prova Brasil, em uma escala de 0 a 10. O DF superou a meta apenas nos anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano), obtendo nota 5,9.  Já nos anos seguintes a capital integrou a maioria  das unidades da Federação  que não conseguiu alcançar o objetivo.  No DF, a nota permanece a mesma desde 2009: 4,4, enquanto a meta era de 4,7.

O mesmo ocorreu no Ensino Médio. Por outro lado, embora não tenha atingido a meta  na rede estadual – conforme a divisão do MEC –, o DF registrou  nota 3,3 e subiu quatro posições no ranking, ocupando a 12ª posição, ao lado do Ceará e do Acre.  A média geral foi de 4, e a meta, 4,1.

Para o professor Vinícius Sales, 24 anos, de Sobradinho, a educação em escolas públicas do DF apresenta disparidades. “Há muita diferença das escolas públicas do Plano e das outras cidades. Os melhores professores estão em Brasília”, compara. 

O presidente da Associação de Pais e Alunos (Aspa), Luís Cláudio Megiorin,  acredita que o processo de recuperação e o avanço da educação no País e no DF devem demorar, pelo menos, mais dez anos. E citou um indicativo que vai diagnosticar a melhora: “Quando a classe média colocar os filhos na escola pública  será o sinal de que o ensino está reagindo bem”.

Brasil

De acordo com o levantamento nacional   apresentado pelo MEC, nos anos finais do Ensino Fundamental público (6º ao 9º anos), a meta no Ideb era 4,1, mas o País ficou com 4. Já nos anos iniciais do Fundamental (1º ao 5º), a nota melhorou (4,7 para 4,9) e a meta foi atingida.

Na avaliação do ministro Henrique Paim (Educação), “preocupa” o fato de o País não ter atingido a meta estabelecida para os anos finais do Ensino Fundamental. “Temos que analisar quais são os elementos que precisam ser trabalhados para a gente ter um melhor desempenho”.  O ministro também se manifestou sobre os resultados para o Ensino Médio: “É uma unanimidade que precisamos revê-lo”.

Estudantes avaliam ensino

Um grupo de estudantes do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na 908 Sul, faz  uma avaliação do ensino público com propriedade:  “No geral, está bom. Mas falta estrutura e professor constantemente”, comenta  o aluno do 3º ano   Mateus Murilo, 16 anos, morador do Paranoá.  A opinião é compartilhada pelos colegas.  A reportagem do JBr. procurou a Secretaria de Educação   para repercutir o   avanço dos índices, mas até  o fechamento desta edição a pasta não havia respondido a demanda.

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